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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Lições em Atos dos Apóstolos - Parte 7

A expansão da nascente Igreja do Senhor

A expansão da Igreja Cristã, em Atos dos Apóstolos, pode ser divida em duas etapas distintas: a primeira, de forma espontânea, vai de Jerusalém a Samaria; a segunda, de forma planejada e intencional, vai de Antioquia a Roma, sem impedimento algum.

1. A expansão da Igreja em Jerusalém. Nenhum líder judeu poderia imaginar que, logo após a morte do Senhor Jesus, iria a Igreja Cristã, inaugurada no Pentecostes, esparramar-se por toda Jerusalém. No Sermão do Pentecostes, quase três mil almas agregaram-se aos fiéis (At 2.41). Mais adiante, o número já sobe para cinco mil (At 4.4). Daí em diante, multiplicou-se tanto o número de conversos que até mesmo não poucos sacerdotes obedeciam a fé: “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (At 6.7).

2. A expansão da Igreja na Judéia e Samaria. A morte de Estevão foi apenas o início de uma perseguição que culminaria com a diáspora da igreja hebréia. E os irmãos, espalhados que foram pela arbitrariedade das autoridades judaicas, iam espalhando a Palavra de Deus por toda a Judéia até chegar a desprezada Samaria (At 8.1-25).

Assim, de forma espontânea, iam eles semeando a boa semente do Evangelho por toda a Judeia e Samaria. Nessa fase, destaca-se como evangelista o que fora escolhido como diácono: Filipe.

3. A expansão da Igreja entre os gentios. Se o avanço da Igreja Cristã de Jerusalém a Samaria dera-se de forma espontânea, agora o Espírito Santo levará os seus apóstolos a expandir o Reino de Deus de maneira intencional, metódica e bem planejada (At 13.1-4; 16.6,7; 21.4; .

Na parte inicial de Atos, a figura proeminente é Pedro. Na segunda parte, destacar-se-á Saulo de Tarso como o grande campeão de Cristo que, em quatro viagens missionárias, levou o Evangelho ao extremo ocidental do mundo então conhecido sem impedimento algum (At 28.31).

Conclusão

Apesar de suas limitações locais, a Igreja de Cristo, sob o poder do Espírito Santo, universaliza-se em suas conquistas e faz-se irresistível como Reino de Deus. Foi o que demonstraram os apóstolos de Nosso Senhor. Em menos de quarenta anos, cumpriram eles integralmente a comissão missionária que lhes confiara o Senhor. Isto não significa, porém, hajam eles evangelizado toda a terra. Mas de tal forma expandiram o Cristianismo que, num tempo tão exíguo, conseguiram dar-lhe foros de uma religião realmente universal. Houvera a Igreja se limitado a Jerusalém, seria ela vista, hoje, como uma mera seita judaica. Ou melhor: talvez nem existiria.

A vocação da Igreja é ser universal, invisível e perfeita. É local, mas a sua glória é que ela não é local. Ainda que visível, fermenta o mundo em sua invisibilidade. Quanto à sua imperfeição, é justamente nesta que a perfeição de Cristo mostra-se plena.

| Autor: Claudionor Andrade |

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