As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio,e cada um dos teus justos juízos dura para sempre Sl 119.160


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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ensinando a Palavra





Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.
Mateus 22:29

O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. Oséias 4:6

Em algumas igrejas hoje, já não existe a prática da Palavra de Deus como outrora. A EBD (Escola Bíblica Dominical) foi desativada em nome de uma VISÃO, o conhecimento está relegado, o culto de doutrina esvaiu-se, agora só se prega aos domingos no culto da noite lembrando que pregação é diferente do ensino, o ensino se tem mais tempo para pensar, argumentar, tira dúvidas e muito mais, sem contar que a dinâmica é diferente.

Em hipótese alguma devemos deixar de trazer o ensino se possível todos os domingos, a propósito, a minha personalidade espiritual atribuo dentre outras coisas ao ensino na EBD desde criança, parte dos meus conhecimentos bíblicos se devem também a ela (EBD), desta maneira julgo ser muito importante não destoarmos desta verdadeira visão.


Pensando nisto existe dois tipos de igrejas: aquelas que só ganham e aquelas que só ensinam a meu ver são dois extremos que devem ser combatidos em nossa liderança, devemos fazer as duas coisas com equilíbrio, há tempo para tudo, mas o ensino da Palavra é primordial vejamos:


Ensina-nos a orar;
Ela nos dá sabedoria sublime Sl 119:99,100)
É através dela que comemos o melhor (Pv 8:19);
É através dela que nos é mostrado o pecado (Hb 4:12);
É por ela que somos limpos (Jo 15:3)
É nela que teremos Conhecimento (Jo 8:32).
É só através dela que teremos libertação (Jo 8:31).
Ela é a coisa mais desejável do espírito humano (Sl 19:10)
É só através dela que aplicaremos em nossas vidas o que João, Mateus, Oséias e Nosso Senhor Jesus Cristo nos alertam com relação ao ensino.


Jesus antes de mais nada é chamado de Mestre (Rabi). Veja João 3:2; Lucas 5:5; 8:24-25; 9:33,49; 17:13. Isto é, uma pessoa de ensino. Jesus quando chegava a um local, dirigia-se à sinagoga da cidade e ensinava. Começava seu ministério ensinando. Só depois, então, que curava, pregava, fazia outras maravilhas. Mas mesmo após curar e pregar, Jesus continuava ensinando (Mt 4:23; 5:2; 7:29; 9:35; Mc 6:34; Lc 4:15; 5:3; Jo 7:14; 8:2.)

Hoje pregamos ao contrário. Pregamos assim:

Venha e receba a bênção poderosa.
Venha que você será curado.
Venha que a prosperidade bate à sua porta.
Mas o certo é: Venha e aprenda como ganhar o Reino de Deus, primeiramente (Mt 6:33).
Tenho muita sede pela Palavra você pode ver isso no meu livro que estou finalizando: Entrevista com Deus, sempre busco mais conhecimento, sempre estou aprendendo e por isso estou finalizando pela sexta vez a leitura completa deste livro maravilhoso, e uma pergunta não sei responder: se o melhor é aprender ou ensinar.

Que Deus coloque uma fome incomensurável pelo aprender e pelo ensinar da Palavra.

Autor: Raimundo Aguiar 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Recado à professora da escola dominical

Aconteceu em Londres.


Num bairro muito pobre, houve um acidente de trânsito envolvendo alguns veículos. Debaixo de um pesado caminhão, um rapazinho pobre estava muito ferido. O peito parecia completamente esmagado. Perdendo muito sangue, tinha os olhos fortemente fechados.


- Dificilmente sobreviverá - afirmou indiferentemente um médico que estava por ali. - De qualquer forma, levem-no para o hospital.


O jovenzinho não conseguia mais ouvir e, por isso, a nenhuma pergunta respondeu. Não foi possível saber o nome, o endereço, os pais, nada. Mas a enfermeira que esteve presente aos seus últimos momentos neste mundo, não se esqueceu das palavras que, com dificuldade, ele ainda conseguiu articular:


- Por favor, diga à minha professora da Escola Bíblica Dominical, que eu parti para o encontro de Jesus.


Nem sempre sabemos onde vão parar as nossas palavras, especialmente quando ditas em público, como no ensino da Palavra, ou na pregação. Sem dúvida, será surpreendente encontrar no céu pessoas que passaram a seguir a Cristo a partir do que ouviram de nós. Seja isto mais um estímulo para que todo crente pregue o "Evangelho a toda criatura", o tempo todo.



(João Soares da Fonseca)







"... vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espiríto Santo, ensinando-os a receber a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos."

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Três Práticas Para Enfrentar as Muralhas


Jericó tinha uma localização privilegiada, tanto devido ao contato com o Oriente quanto pelo abundante acesso às águas. Arqueólogos escavaram as ruínas de Jericó e encontraram sinais de um muro que deveria ter 2,5 m de espessura e 9 m de altura e circundava toda a cidade. Era uma muralha e tanto!

Este episódio nos faz refletir sobre três práticas que levaram à queda dos muros:

A prática do ouvir
O Senhor falou com Josué (6.2-4) dando-lhe claras instruções sobre o que fazer. Uma geração inteira havia morrido no deserto porque não ouviu os conselhos dados por Deus, tornando-se desobediente (Josué 5.6). Esta geração comandada por Josué era diferente. Eles tinham seus corações preparados e dispostos a ouvir, talvez porque foram treinados no deserto.

Para que as muitas muralhas caiam em nossas vidas e ministérios temos que ter a mesma atitude de ouvir o que o Senhor fala. Muitos são seus ensinamentos sobre as várias áreas da vida que precisam ser ouvidos e seguidos. Orientações sobre a vida em família, finanças, saúde, relacionamentos, etc.

Além dos assuntos gerais, o Senhor fala para questões específicas de nossas vidas, através do testemunho interior, por meio de pessoas e, principalmente, através do testemunho de Cristo (Hebreus 1.1-2). Maridos ouçam suas esposas, e vice-versa; filhos ouçam seus pais; pastores ouçam o povo. Quem não tem disposição para ouvir ficará para fora das promessas de Deus. Jesus disse inúmeras vezes "quem tem ouvidos para ouvir, ouça".


A prática do esperar

Josué orientou ao povo que não desse o brado de guerra, não levantasse a voz, até o dia em que lhe ordenaria (Josué 6.10). Imagine uma multidão de cerca de quarenta mil homens (Josué 4.13) esperando em silêncio por seis dias a manifestação de Deus. Ficaram firmes, pacientes, confiantes e inabaláveis, esperando o tempo certo.

Precisamos aprender a esperar com confiança, sem ansiedade. Deus está no controle absoluto de nossas vidas. Muitos cristãos não sabem esperar o tempo de Deus. Deus é Senhor do tempo e soberano sobre todos os acontecimentos nos céus e na terra. Jesus disse com ênfase: "não andeis ansiosos de coisa alguma."

A prática do avançar
Finalmente, no sétimo dia, as muralhas ruíram ao som das trombetas e do grito do povo e tomaram Jericó (6.20). De maneira muito consciente e madura, avançaram dentro dos limites estabelecidos e, como haviam prometido, pouparam Raabe e toda a sua família reunida. Era somente a primeira cidade de muito mais que viria adiante.

Assim também em nossas vidas e ministérios existe o preciso momento de avançar. Aqui não é hora de ouvir, de esperar, de questionar. Quando as barreiras caem, portas são abertas, pontes construídas, ou conexões estabelecidas, simplesmente avance. Afinal, Jesus estabeleceu que: "as portas do inferno não prevalecerão sobre sua igreja."



Autor: Rodolfo Garcia Montosa

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Em Princípio, Como Funciona o Discipulado?


Essencialmente, o discipulado funciona através de instrução e imitação. Porém, o discipulado funciona melhor através do amor. À medida que nós amorosamente instruímos crentes mais novos no caminho da piedade e vivemos de maneira recomendável, eles crescem em semelhança a Cristo por imitarem nossa vida e doutrina (ver 1Timóteo 4.16).

Instrução: A Bíblia chama pastores e pais para instruírem aqueles que foram confiados aos seus cuidados (Provérbios; Gl 6.6; Ef 6.4; 1Ts 4.8; 1Tm 1.18; 6.3; 2Tm 2.25; 4.2). Ela também chama todos os crentes a instruírem uns aos outros (Rm 15.14).

Imitação: Cristãos são imitadores, primeiro de Deus, depois uns dos outros. Nós crescemos na graça de Deus por ouvirmos e imitarmos. Considere as seguintes passagens:
“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co 11.1);
“Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram” (Hb 13.7);
“O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco” (Fp 4.9);
“Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança” (2Tm 3.10);
“Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom” (3Jo 11).

Amor: As pessoas imitarão a sua vida mesmo quando você não as ama. Mas um líder que lidera com amor apresenta a melhor imagem de Cristo, e as pessoas irão segui-lo melhor quando você as ama.

Amizade: Em um certo sentido, discipulado é simplesmente amizade, mas amizade com uma direção Cristocêntrica. O que amigos fazem? Eles imitam uns aos outros. No discipulado, nós nos aproximamos de outros para crescermos em semelhança a Cristo e para ajudá-los a crescerem em semelhança a Cristo.

Como ser um discípulo? 

  •  Ouça e veja como cristãos mais maduros trabalham, descansam, constroem uma família, lidam com conflitos, evangelizam seus vizinhos, perseveram nas aflições, servem na igreja, ou lutam contra o pecado. Imite-os!
  • Na Prática, Como Posso Discipular Outros Cristãos?
  • Faça parte de uma igreja.
  • Chegue cedo aos encontros da igreja e fique até tarde.
  • Pratique a hospitalidade para com os membros de sua igreja.
  • Peça a Deus por amizades estratégicas.
  • Se possível, inclua um item em seu orçamento familiar ou pastoral para um tempo semanal com companheiros cristãos. Discuta esse assunto com sua esposa. Se possível, estipule no orçamento um item semelhante para a sua esposa também.
  • Agende regularmente cafés-da-manhã, almoços, ou algum outro compromisso social culturalmente aceitável com indivíduos ensináveis (do mesmo sexo). Dependendo da pessoa, você pode decidir encontrá-la uma vez, ou indefinidamente, ou por um número preestabelecido de vezes (cinco, por exemplo). Se você e o indivíduo têm algum passatempo em comum, pense em maneiras de fazerem isso juntos.
  • Pergunte-lhes sobre suas vidas. Pergunte-lhes sobre seus pais, esposa, filhos, testemunho, trabalho, caminhada com Cristo, e assim por diante. Ao fazer essas perguntas, porém, faça-o de uma maneira que seja apropriada ao seu contexto cultural (não os assuste!).
  • Compartilhe sobre sua própria vida.
  • Procure maneiras de ter conversas espirituais. Talvez vocês decidam ler a Bíblia ou algum outro livro cristão juntos.
  • Considere as necessidades físicas ou materiais deles. Eles se beneficiariam da sua ajuda?
  • Ore com eles.
  • Dependendo da situação no seu lar, convide a pessoa para visitar sua casa ou passar tempo com sua família. Deixe que ela veja como você vive.
  • Procure maneiras de orar pela pessoa durante a semana, individualmente e/ou com sua esposa.



Extraído do site www.9marks.org. Copyright © 2013 9Marks. Usado com Permissão. Original: In principle, how does discipleship work? e In practice, how can I disciple other Christians?

Tradução: Vinícius Silva Pimentel – Ministério Fiel © Todos os direitos reservados. Website:www.MinisterioFiel.com.br / www.VoltemosAoEvangelho.com. Original: Como funciona o Discipulado e como posso Discipular outros Cristãos?

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O Perfil de Um Líder de Adoração


       Pastores algumas vezes me perguntam o que observar para selecionar um líder de louvor e adoração. Embora a escolha do líder de adoração seja do Senhor - e Ele nos surpreende algumas vezes - bons líderes de adoração normalmente tem certos requisitos:
  • Radicalmente salvos e andando consistentemente com Cristo. Algumas igrejas, sentem-se apressadas para improvisar sua música, podem se sentir tentadas a indicar líderes de louvor que tenham pouco fundamento espiritual. Enquanto habilidade musical e experiência podem ser muito importantes, isto não deve ser mais importante do que o caráter pessoal e o relacionamento com Deus.

  • Um dedicado estudioso da Bíblia. Nem toda música cristã ou de louvor estão em linha com a Palavra de Deus. O líder de adoração precisa estar fundamentado biblicamente para discernir com que tipo de material, ele ou ela esta alimentando as pessoas.

  • Ser capaz de liderar outros em oração. De tempo em tempo, aqueles que estão no grupo de louvor irão inevitavelmente vir ao líder com problemas precisando de oração. Grupos de adoração devem orar juntos antes dos cultos, "Senhor, nós deixamos tudo que pode nos desviar de te adorar". Com todas as atenções voltadas para o Senhor, eles podem sair e liderar a congregação à presença de Deus.

  • Um líder forte. Se o líder de adoração é apático diante das pessoas, a congregação irá se sentir desconfortável e terá dificuldades de entrar em adoração. As pessoas estão mais prontas a seguir líderes que demonstram confiança e mostram que sabem onde eles estão indo. Líderes de adoração precisam estar prontos para exercer autoridade em várias situações: dizendo as pessoas que é tempo de parar de conversar e começar a adorar; discernindo onde vozes de línguas ou profecias são realmente de Deus; ou segurando alguém que esteja exagerando e distraindo outras pessoas.

  • Um habilidoso músico ou cantor. Davi indicou músicos que eram habilidosos. Isso não significa que é necessário uma graduação em música; mas notas ruins e canções fora do tom devem ser evitados tanto quanto for possível. Músicas com qualidade pobre é uma distração e desvia as pessoas da adoração. Muitos músicos cristãos agem como se eles fossem tão espirituais que não precisassem trabalhar suas habilidades ou treinar e ensaiar suas músicas.

  • Submisso à autoridade. Muitas igrejas tem sido prejudicadas por líderes de louvor que tem suas próprias agendas. Líderes de adoração são subordinados ao Ministério - Deus tem colocado pastores sobre nós. Aqueles que acham que lideram melhor do que o pastor prega precisam lembrar que Lúcifer teve uma decepção igual. Ninguém é mais prejudicial do que alguém que está cheio de orgulho.

  • Um líder de adoração precisa ser conhecedor do seu pastor; sua personalidade, canções preferidas e a visão da igreja. Comunicação é vital. O pastor deve ser conhecedor de qualquer acontecimento no departamento de música. O líder de adoração precisa estar ligado com o que está sendo pregado, assim as canções reforçarão as mensagens.
 
       O líder de adoração precisa manter harmonioso o relacionamento com o pastor. Eles devem sempre deixar o pastor em posição favorável diante da congregação.
       Um efetivo líder de adoração é não apenas alguém que é um bom músico ou cantor que lidera pessoas nas canções. Liderar outras pessoas à adoração requer, primeiro de tudo, que seja um adorador. Como nós genuinamente e passionalmente adoramos ao Senhor, outros também irão compartilhar sua presença.

Causas que podem contribuir para que o louvor não flua nos cultos da Igreja

       Sempre que estou participando de seminários com dirigentes de cultos e com equipes que dirigem o louvor congregacional, a questão que todos querem saber é: O que bloqueia o fluir de Deus no culto da igreja?
       Os pastores, via de regra, apontam sempre numa direção: pecado no meio do grupo de louvor, alegam, como se não houvesse também pecado entre a equipe pastoral e demais ministros da igreja! Dias atrás tive que me deter no estudo do tema porque foi essa a acusação que os músicos ouviram do líder da igreja: O louvor não flui porque existe pecado entre vocês! Esse tipo de acusação deixa todo mundo desanimado e é um terreno fértil para a acusação de Satanás. Numa reunião em que fui convidado a ministrar para os músicos, estudamos juntos as várias possibilidades de um culto não fluir como todos gostaríamos.
  • Pecado
       Todos concordamos que o pecado é realmente um obstáculo para a manifestação de Deus, impedindo também que os músicos e dirigentes de louvor sintam-se à vontade. Se um dos pastores da igreja, se alguns dos que exercem liderança congregacional e se na equipe de louvor houver alguém que vive sistematicamente na prática do pecado, pode-se pregar o mais eloqüente sermão, ter a melhor e mais afinada equipe de música, que nada acontecerá. Esses dias um pastor me procurou para que eu o ajudasse a resolver um pecado sério que havia na equipe de louvor: três rapazes da equipe estavam incorrendo em prática homossexual. É preferível ter um violão tocando em três acordes do que músicos em pecado. Em geral os demônios se sentem à vontade no meio de crentes pecadores e inflamam a igreja com o mesmo pecado que a liderança está praticando. Um exemplo: se começam a aparecer muitos casos de adultério, é bom examinar o que está acontecendo com a liderança!
 
“Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça" (Is 59.2)
 
"Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras" (Am 5.23).

       "Aos retos fica bem louvá-lo" (Sl 33.1).

"Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão..." (Sl 35.27).

       Como se vê, Deus olha mais para o coração do homem do que para seus talentos! A retidão, vida íntegra e sinceridade de coração são mais importantes para Deus que nossos melhores sacrifícios.

  • Falta de entrosamento entre os músicos
       Mas não apenas o pecado pode ser obstáculo ao fluir de Deus no culto. Um grupo de louvor pode viver consagrado a Deus e no entanto não consegue fluir pela falta de entrosamento entre os músicos. A Escritura não apresenta nenhum caso de falta de entrosamento, mas mostra que, quando há um perfeito entrosamento entre eles, Deus se faz presente na reunião. Em 2 Crônicas 5.11-14 os músicos e cantores estavam em perfeita sintonia musical e espiritual. Temos, então dois tipos de entrosamento: O natural, onde todos tocam e cantam em perfeita harmonia e o espiritual, quando todos estão afinados com a música do céu! Em Neemias vemos Matanias, dirigindo os louvores em perfeita sintonia com seus irmãos (Ne 11.17; 12.8). Ambos são importantes: afinados entre si e com o Espírito Santo! Noutro artigo quero focalizar a importância de encontrar o tom celestial, o tom de Deus!
 
  • Falta de entrosamento entre músicos e dirigente
       Encontramos nos dias de Davi a Quenanias, chefe dos levitas músicos. Ele "tinha o encargo de dirigir o canto, porque era entendido nisso" (1 Cr 15.22). Todos os demais seguiam a orientação dele na grande celebração que se fez quando Davi levou a arca da aliança de volta para Jerusalém. Nos dias de Neemias, Jezraías era o maestro que dirigia os músicos e cantores do templo (Ne 12.42). Não adianta ter bons músicos e um péssimo dirigente ou vice-versa. Deve haver uma perfeita coordenação entre eles. O dirigente comanda e a um sinal seu os músicos sabem em que direção devem seguir.

  • Falta de entrosamento entre dirigente e congregação
       Se a congregação não está acostumada ao dirigente e vice-versa, se não houver um perfeito entrosamento entre eles, o louvor também não flui. O povo conhece o seu dirigente de louvor. Sabe quando ele está num bom mood, se está bem ou não. O dirigente também conhece a congregação e pode detectar quando esta está cansada fisicamente, afadigada espiritualmente, etc. O dirigente levanta a mão, faz um gesto, usa o tom de voz, e o povo, que o conhece, segue suas orientações! Qualquer gesto seu é correspondido pelo povo que já se acostumou com ele!
       Esdras afirma que 
 
"os levitas ensinavam o povo na lei...dando explicações, de maneira que todos entendessem o que se lia" (Ne 8.7,8; 9.3-5).
 
       O dirigente ensina a congregação e esta passa a fluir com ele em tudo o que ele disser e fizer!
 
"Gloriar-se-á no Senhor a minha alma; os humildes ouvirão e se alegrarão. Engrandecei o Senhor comigo e todos à uma lhe exaltemos o nome" (Sl 34.2,3).
 
       Juntos eles glorificam a Deus!
 
"Vestirei de salvação os seus sacerdotes, e de júbilo exultarão os seus fieis" (Sl 132.16).

  • Estafa, fadiga e canseira dos componentes do grupo
       Aqui é bom discutir primeiramente a canseira física. Davi foi bastante sábio quando estabeleceu que cada grupo de louvor ficaria apenas uma hora no templo cantando e adorando a Deus (Veja 1 Crônicas 25). Mais de uma hora e começa a canseira. Imagine os músicos que às vezes tocam em vários cultos no mesmo dia!
       Existe também um tipo de situação que deixa os músicos abatidos. Eles se esforçam em fazer o melhor para Deus, mas a liderança pastoral não contribui adquirindo o equipamento que eles precisam. Existem pastores que não sabem investir numa boa aparelhagem de som, em retornos para a plataforma, numa boa bateria acoplada à mesa de som, teclados, instrumentos, etc. E essas coisas deixam os músicos desanimados! Nos dias de Neemias os levitas encarregados do serviço do templo, sentiram-se desanimados e foram cada um para sua cidade (Ne 13.10). Foram abandonados pela liderança!
       Sinto pena de alguns grupos de dirigentes de louvores que fazem o melhor que podem, mas não são correspondidos pela liderança da igreja. É triste quando se tem que fazer "muletas" ou festinhas e almoços para se angariar fundo para equipar a igreja de bons instrumentos e de um bom sistema de som. Isso jamais deveria ocorrer. A igreja deve contribuir e o tesoureiro abrir o cofre! Não é sem razão que muitos de nossos músicos "fogem" para os campos como aconteceu com os levitas no tempo de Neemias. O desânimo e a canseira, são obstáculos ao mover de Deus nas reuniões da Igreja!

  • Estafa, fadiga e canseira da congregação
       E a análise tem que ser feita no âmbito físico e espiritual. No âmbito físico, o povo pode andar emocionalmente abalado por problemas na congregação e no âmago espiritual o povo pode estar desgastado espiritualmente. O que desgasta espiritualmente uma congregação? Tempo muito prolongado no louvor; pregações muito grandes. Exigências demasiadas para que ofertem e contribuam além de suas posses. Falta de variedade nos temas bíblicos pregados, etc.
       Uma congregação que não tem expectativa do que vai ocorrer no culto e que já sabe na ponta da língua o que vem a seguir passa a viver dentro de uma rotina; e rotina cansa, tortura, mata e massacra espiritualmente a igreja. Quando o povo não tem mais expectativa de que algo novo pode ocorrer, alguma coisa está errada com a liderança pastoral. A ausência de milagres, de manifestações do Espírito Santo, de uma palavra viva, de conversões, de libertação deixam a igreja fadigada espiritualmente. Consequentemente o louvor não flui. Pode-se ter a melhor e mais treinada equipe de música, os melhores equipamentos, que nada ocorrerá! Lindos corais, muita coreografia e poucos resultados espirituais!
        "Algo novo vai acontecer; algo bom Deus tem pra nós; reunidos aqui, só pra louvar ao Senhor", diz o cântico traduzido do inglês.
       Deus é a fonte da motivação. Nos dias de Neemias o povo ofereceu grandes sacrifícios
 
"e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe" (Ne 12.43; 8.9-12).

       Donald Stoll escreveu o cântico, "Lançarei fora o espírito pesado; me vestirei com as vestes do louvor; e assim eu entrarei na presença do Senhor".

  • A congregação vive alienada com tudo o que está ocorrendo
       É possível que a turma do louvor esteja consagrada a Deus, jejuando, orando, estudando, ensaiando e chegue nos cultos com todo gás, mas a congregação não corresponde, porque não jejua, não ora, não estuda nem se consagra a Deus! São os alienígenas dominicais!
      Davi, os sacerdotes e os levitas bem como grande parte do povo estavam participando de um grande avivamento espiritual. Desde os dias de Samuel não se experimentava um tipo de avivamento como o daqueles dias. Música, danças, ministrações, o reino se firmando, mas Mical, estava alienada de tudo! Enquanto Davi dançava com todas as suas forças, enquanto os sacerdotes tocavam as trombetas e sacrificavam e o povo jubilava, Mical desprezou tudo aquilo em seu coração. Ela desprezou a Davi (2 Sm 6.14-23).
       Mical representa algumas igrejas que ficam estéreis por toda vida por desprezarem o que Deus está fazendo em seu meio. Uma igreja estéril não frutifica, ano após ano continua igual. Engorda e envelhece sem gerar filhos! (Ver ainda 1 Crônicas 15.28,29).

  • Cânticos difíceis de serem entoados pela congregação
       Cânticos com letras truncadas, sem fluência poética, sem métrica; músicas cuja linha melódica é difícil de ser acompanhada, sem definição, etc. Há cânticos antigos com melodias difíceis de serem entoadas mas que têm definições, como Ao Deus de Abrão Louvai, Castelo Forte, e no entanto, muitos dos novos cânticos têm uma melodia indefinida, truncada; e cânticos assim impedem o fluir do verdadeiro louvor.

 Nossos dirigentes de louvores precisam entender que nem todos os cânticos são congregacionais. Alguns cânticos são escritos para solistas, outros para corais, e outros, sim, para serem cantados por toda a congregação. O que percebo é que muitos dos cânticos trazidos para a congregação não servem para serem cantados por todos, e sim por solistas. Nem tudo o que aparece no mercado musical deve ser usado pela igreja. Isto pode ser evitado, escolhendo-se cânticos próprios para o povo cantar Um bom líder saberá definir o que o povo deve cantar.
       Outra coisa boa de se fazer é escolher cânticos de vários autores, e não apenas de um só compositor, pois estes têm a tendência de viciar-se na mesma linha melódica. Ouvir um Cd com músicas de um mesmo autor, às vezes, é enfadonho.
 
"Então cantou Israel este cântico: Brota, ó poço! Entoai-lhe cântico!" (Nm 21.17).
 
       Se todo Israel cantou, por certo era de fácil compreensão e melodicamente aceito.
 
"Então entoou Moisés, e os filhos de Israel, este cântico ao Senhor, e disseram: Cantarei ao Senhor,, porque triunfou gloriosamente" (Ex 15.1).
 
       Novamente um cântico acessível a todos.

  • Hinos difíceis de serem tocados pelos músicos da igreja
       Convenhamos: nem toda igreja tem músicos profissionais. A maioria de nossos conjuntos é feita de gente que se esforça, que quer aprender, que se esmera no que faz, mas não é formada em música. Consequentemente, determinadas músicas podem se tornar difíceis de serem executadas. Agregue-se a isso o fato de que muitos dos hinos modernos traduzidos do inglês ou gerados em solo estrangeiro são "incantáveis" pela média de nosso povo e "intocáveis" por nossos músicos! A começar pelas péssimas traduções ou versões em que, procurando ser fiéis à letra do idioma original os tradutores colocam diante de nós letras truncadas, sem poesia e sem beleza alguma!
       Muitas vezes visitando pequenas e grandes congregações pelo Brasil percebo a dificuldade dos músicos e dos irmãos que querem cantar músicas do Alvin, do Ron Kenoly, etc. São músicas que os americanos cantam muito bem em seus shows musicais, mas difíceis de serem tocadas por nossos músicos e cantadas pela igreja!
 
"Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo" (Sl 33.3)
 
  • Falta de sensibilidade dos músicos e dos dirigentes ao Espírito Santo
       Não se pode escolher cânticos só porque gostamos daquele estilo, ou de sua melodia e letra. Precisamos estar atentos ao que o Espírito Santo quer para o culto da igreja. Muitas vezes um cântico começa a fluir deixando a igreja livre na presença de Deus, mas na lista do dirigente tem um outro que vem a seguir e, ele na ânsia de aproveitar o tempo e cantar todos aqueles hinos, tira a igreja do trilho certo. Um culto pode fluir em Deus com poucos ou com muitos cânticos. O bom culto não precisa que o dirigente fique dando manivela. Ele começa bem e termina melhor ainda!
       Davi ouvia a Deus: 
 
"Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus" (Sl 62.11).
 
       A abundância de cânticos, salmos e palavra era tanta que Paulo pergunta: "Que fazer, pois, irmãos....?" (1 Co 14.26). Como Paulo que queria ir para um lugar e o próprio Espírito o impedia, pode ocorrer também com os dirigentes de louvor: eles querem seguir numa direção, mas o Espírito Santo tem outra bem melhor (At 16.6-10).

  • Falta de resposta da congregação ao dirigente
      Não estou de forma alguma repetindo o item 4. Naquele caso é a falta de entrosamento entre o dirigente e a congregação. Nesse caso, o dirigente é excelente, mas a congregação não responde à altura o que o dirigente pretende. O dirigente está afinado, sensível a Deus, mas a congregação não corresponde ao que ele quer. Você deveria ver o que diz o Salmo 98. Ou o Salmo 103.19-22 onde o autor propõe aos anjos, aos ministros, às obras de Deus que levantem a voz em louvor, o Todo-Poderoso!
       Geralmente isto ocorre quando o avivamento na igreja não atinge a todos. Costumo dizer que houve um avivamento departamental. O pessoal do louvor anda a mil, mas a congregação reage a passos de lesma! Os jovens estão "pegando fogo" enquanto os demais sentam-se em bancos de geladeira.

  • Falta de motivação da Igreja
       Deus deve ser o grande Motivador da Igreja. Como diz Davi: 
 
"Tu és motivo para os meus louvores constantemente"  Salmos 71.6.
 
       Ou como ele afirmou noutro lugar: 
 
"Os teus decretos são motivo dos meus cânticos, na casa da minha peregrinação (Sl 119.54).
 
       Davi instituiu a ordem levítica de adoração, baseado unicamente em Deus e nos seus gloriosos feitos (1 Cr 16.7-12).
       A motivação da igreja é Deus e não a música bonita, os bons músicos, os ótimos instrumentos e um ambiente propício de adoração. Vitrais coloridos e paramentos servem de inspiração para a carne, mas o verdadeiro louvor flui quando Deus é a fonte de todas as coisas! Deus é o grande inspirador e motivador. E o louvor pode fluir muito bem num antigo depósito transformado em lugar de culto sem muitos instrumentos musicais. Melhor ainda quando uma congregação tem tudo o que falei e tem também a Deus como inspirador de seus louvores.

  • Alienação total dos dirigentes, músicos e pastores
       Com freqüência observo que os pastores costumam ficar totalmente alienados com o que está ocorrendo no culto. Se os pastores estiverem alienados, nada ocorrerá com a igreja. Às vezes quando prego em algumas igrejas observo que os pastores ficam durante o tempo de louvor atendendo o celular, falando com algum obreiro, resolvendo questões da igreja completamente à parte do que está ocorrendo no culto. Um pastor chegou a dizer-me assim: "Pode chegar lá pelas oito e meia, na hora de pregar, porque a primeira parte é dos jovens. Eles dirigem os louvores". Fiz questão de chegar bem cedo para ter um tempo de oração com aqueles valorosos guerreiros determinados a levar a igreja a mover-se em Deus. Pena que logo a seguir, o "bombeiro", como eles dizem, chega e apaga o fogo!
       Estude esses temas com os músicos de sua igreja e ampliem-no com problemáticas de sua própria congregação. Um participante de nosso seminário chegou a contabilizar "20 obstáculos porque o louvor não flui...".
Autor:  João A. de Souza Filho 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Os Desigrejados


Quem se agrega ao Noivo não pode deixar de congregar com a Noiva

A primeira vez que ouvi falar dos desigrejados fiquei um pouco confuso. De início, supus tratar-se dos sem-igreja. Afinal, há milhões de pessoas que ainda não foram alcançadas pelo Evangelho. É só abrir a cortina da janela 10 x 40, para visualizar povos, nações e tribos que suspiram por Deus. Em seguida, pensei num outro grupo: os sem-templo. Pois existem muitas comunidades cristãs, principalmente nas regiões ribeirinhas e nas caatingas, que lutam com dificuldades ingentes para construir seus locais de adoração.

Resolvi, então, aprofundar-me no assunto. Fui ao computador, acionei o Google, e digitei: desigrejados. Os sites vieram-me às dezenas. Até aquele dia, não sabia que os desigrejados já eram um fenômeno. Tive, porém, dificuldades para atinar-lhes com a origem. Onde surgiu essa gente? No Brasil? Ou, nos Estados Unidos? Como as informações eram desencontradas, achei por bem deixá-las de lado e concentrar-me no problema em si.

Descobri, depois de alguma pesquisa, que os desigrejados compõem um grupo enorme de evangélicos que, decepcionados com a igreja, alegam servir apenas a Cristo. Eles têm inclusive uma confissão de fé: “Jesus, sim; Igreja, não”. Lembrei-me, em seguida, de que em Corinto também havia um grupo de desigrejados. E eles diziam pertencer apenas a Cristo. Havia os que revelavam forte predileção por Cefas. Tinha os que se identificavam com Paulo. E também os que se empenhavam por Apolo. Mas devo dizer que o pior grupo era o dos que declaravam ser apenas de Cristo.

Um verbo fatal
Ainda um pouco aturdido, recorri aos dicionários para ver se o verbo desigrejar já havia sido registrado. Em nenhum dos léxicos o encontrei. Mas vim a concluir o óbvio: embora não haja sido lexicografado, vem sendo conjugado em todas as vozes e modos. Pelo menos é o que revela o último censo do IBGE. Suponhamos, porém, houvesse o verbo desigrejar. Seria ele transitivo? Ou intransitivo? Precisaria de um verbo auxiliar para emprestar-lhe algum significado? Como não sou linguista, não posso dar-me ao luxo de discutir semelhante questão. Para mim, o desigrejado, se algum sentido tinha, perdeu-o nalgum trecho de sua jornada.

Se a partir desse fenômeno um substantivo foi criado, acho possível também arranjar-lhe alguns sinônimos. Pensei nestes: desrebanhados, despastorados, desmembrados e, finalmente, descristianizados. No momento, não me ocorrem outros. Nos meus tempos de criança, o desigrejado era conhecido por um único epíteto: desviado. O meigo Jesus diria tratar-se de um filho pródigo. Mas tanto o desviado como o pródigo anseiam por voltar à casa paterna. Os desigrejados, não; eles são a sua própria igreja. Talvez até já possuam uma ata com os termos de sua fundação.

Rosto bonito, corpo feio
Como reagiria você se alguém lhe declarasse: “Acho o seu rosto lindo, mas o seu corpo é muito feio”. Tal assertiva seria tida como deseducada e ofensiva. Mas é o que muitos crentes estão dizendo a Jesus. Sim, isso acontece todas as vezes que um desigrejado profere o seu credo: “Cristo, sim; Igreja, não”. Não é Jesus a cabeça da Igreja? E não é a Igreja o seu corpo místico? Então, como posso achar-lhe bonita a cabeça e feio o corpo?

Usemos outra metáfora. Como você se sentiria, se um amigo lhe confidenciasse: “Gosto muito de você. Porém, não lhe aturo a esposa”. Se formos aos escritos paulinos, descobriremos que a Igreja é a esposa do Cordeiro. E que, por ela, entregou-se o Senhor à mais horrenda das mortes. Logo, não podemos repugnar-lhe o corpo, nem repulsar-lhe a esposa.
A Igreja é o grande projeto de Deus, pois através dela expande-se o Reino dos Céus até aos confins da terra.

Eu preciso da Igreja
Não consigo passar sem a Igreja. Descobri que necessito mais dela do que ela de mim. Se não vou ao culto, segrego-me. Ilho-me e distancio-me. Logo, concluo: a Igreja, embora não me salve, é-me necessária à salvação; dela advém-me os meios da graça.
Não vá pensar que me guio pela cartilha de Cipriano. Pelo ano 250, escreveu o celebrado doutor de Cartago: “Fora da Igreja não há salvação”. Mais adiante, arremata: “Ninguém pode ter a Deus como Pai, se não tiver a Igreja como mãe”. Não quero radicalizar-me, pois em teologia todo extremismo acaba por puxar outro extremismo. Entretanto, ouso acrescentar: “Lugar de salvo é na casa do Pai e lugar de filho obediente é junto à 'mãe'”.

Sei muito bem que nem todos os que estão na igreja são Igreja. Todavia, os que são Igreja estão nalguma igreja. A conclusão é mais do que óbvia: na igreja, está a Igreja. E isso para mim basta. Assim como em Israel estava o Israel de Deus, o mesmo ocorre com a Igreja. Mas, o que fazia o Israel verdadeiro? Abandonava o Israel institucional? O remanescente fiel sabia que estar entre os pagãos era pior do que permanecer entre os nominais. Por isso, os santos perseveravam através de seu testemunho e confissão.

Na esposa do Cordeiro, vemos às vezes alguma ruga. Esse sulco, porém, pode ser eu. Ou, então, você. Mas, nem por isso, o Senhor deixa de apreciar-lhe a beleza. Esposo amante que é, tira-lhe todos os franzidos através da ação do Espírito Santo. E, assim, você e eu somos adornados para o dia de nossa plena redenção. Se a Igreja é imperfeita, eu sou a sua imperfeição. Por isso, não arredo pé de seus átrios, pois ela conduz-me, através dos instrumentos da graça, à perfeição em Cristo.

Creio na comunhão dos santos
No Credo dos Apóstolos, redigido por volta do segundo século, há uma cláusula que me chama a atenção por sua simplicidade e beleza: “Creio na comunhão dos santos”. Oriunda do vocábulo grego koinonia, a palavra “comunhão” denota, entre outras coisas, companheirismo. Ora, se a palavra “companheiro” significa etimologicamente “aquele que come pão junto”, não posso deixar de evocar esta emblemática passagem de Atos:

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.42-47).

Na leitura desse texto, conclui-se imediatamente: na Igreja Apostólica, não havia desigrejados; existia comunhão perfeita. Portanto, observemos a recomendação do autor sagrado aos que se iam desigrejando: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.25).
Por conseguinte, quem se agrega ao Noivo, não pode deixar de congregar com a Noiva.

| Autor: Pr Claudionor de Andrade


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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Só os Músicos São Levitas?

 
Há um enorme equívoco no meio evangélico que se enraizou na mente de alguns crentes, quando o músico, ou ministro de louvor é exclusivamente chamado de levita da casa de Deus. Assim como muitos erros de interpretação bíblica causaram enormes contradições pela falta de harmonização de textos com contextos, apesar do caso aqui exposto se tratar de contexto remoto, gramatical, histórico e cultural, a comparação feita especialmente do músico atual para com o levita da Bíblia é mais um exemplo disso.

Mas, quem eram, de fato, os levitas descritos na Bíblia? O que eles realmente faziam? Que ligações possuem os levitas das Escrituras com os “levitas” de nossos dias? Quais os equívocos causados quanto ao assunto em questão?

Os levitas eram os membros da tribo de Levi, terceiro filho do patriarca Jacó. Formavam uma tribo separada, sem território, sem herança terrena, sem recenseamento com as demais tribos, porque tinham a benção do alto privilégio de ter o Senhor como sua posse (Dt. 10.9). Era a tribo dos sacerdotes (cohanim), descendentes de Arão, por sua vez descendente de Levi (Ex. 29.44; Nm. 3.10). Isso quer dizer que todo sacerdote (cohen) era levita, mas nem todo levita era sacerdote (Nm. 3.6ss). É claro que encontramos pequenos resquícios literários de sacerdotes que não eram levitas, principalmente na época dos juízes e no início da monarquia, mas isso é um outro assunto.

As funções dos levitas

O Dr. Henry Hampton Halley, no “Manual Bíblico de Halley” mostra que o ministério levítico era amplo em suas atividades, diferente em relação ao que se pensa em nossos dias. Os levitas tinham uma atividade honrosa que compreendia: o serviço no santuário (Nm 3.6; 1º Cr 15.2) o auxílio nos sacrifícios (Jr. 33.18,22), no transporte da Arca da Aliança, na responsabilidade para com o ensino da Lei (Dt 31.9; 22.10), na música (1ª Cr. 25.1) e, no uso da autoridade para abençoar. “Parece, portanto, que os deveres dos levitas incluíam tanto o serviço de Deus como um papel de relevância no governo civil”, conclui Dr. Halley (Manual Bíblico de Halley – p. 222, Ed. Vida – 9ª reimpressão 2011).

Davi foi o responsável por inseriu a música como parte integrante do culto, afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (1º Sm.16.23). Atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. No 1º livro das Crônicas capítulos 9.14-33; 23.1-32; 25.1-7, vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros, cantores, instrumentistas e até o tesoureiro era levita (1ª Cr. 26.20-28; 2º Cr. 5.13; 34.12).

Os levitas em nossos dias

Deixo bem claro que o ministério levítico descrito na Bíblia, teologicamente interpretado, não possui sequer nenhuma ligação com os chamados “levitas cristãos” de nossos dias. A começar pela ampla organização ministerial, postura, atividade, contexto histórico, religioso e cultural, promessas bíblicas, seleção, critérios, períodos e épocas.

Mas, não poderia deixar de considerar a forma do uso atual, pois, se torna importante esclarecer aqui, que a verdade no que tange ao “levitismo evangélico”, ficou obscura por causa do erro interpretativo das Escrituras propagado pelos não estudantes da Bíblia. Ou seja, se queremos assim considerar o ministério levítico em nosso meio, á luz da Palavra de Deus, todos os que servem em qualquer ministério relacionado ao culto e ao templo, podem e devem ser chamados também de “levitas”.

A falsa ideia de que apenas músicos são levitas, mais uma vez considerando teologicamente o assunto no contexto atual, é totalmente contrária aos textos e relatos bíblicos. E mais, se torna um fato irônico chamar de levita aquele músico que, muitas vezes, exerce seu ministério na igreja tendo uma irreverência explícita no próprio culto, confundindo a adoração coletiva com seu show particular e, ignorando o conhecimento teológico e profundo da Palavra, o que o distancia mais ainda dos levitas bíblicos que possuíam grande sabedoria das Escrituras e extrema visão espiritual.

Concluo expressando o desejo de que os verdadeiros cristãos, que buscam para si a mesma nomeclatura do chamado levítico, possam exercer seus ministérios de uma forma em que suas ações possam refletir, pelo menos, uma expressiva parcela da responsabilidade, zelo, dedicação e compromisso dos levitas da Bíblia Sagrada.

| Autor: Alex Belmonte

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Suicídio

INTRODUÇÃO
Este trabalho tem por finalidade dar-nos uma noção de como devemos tratar pessoas com tendências suicidas, falaremos sobre a definição do suicídio, traremos as causas e algumas pesquisas.
Teremos também exemplos de suicídio na Bíblia, e veremos uma declaração do Espírito de profecia.
E a parte final traremos como ajudar e aconselhar pessoas com tendências suicidas.


CAPÍTULO I


DEFINIÇÃO


Suicídio: Ato ou efeito de suicidar-se; desgraça ou ruína procurada de livre vontade ou por falta de discernimento.
Suicidar-se – dar a morte a si próprio.
A palavra suicídio vem do latin e esta composta por sui, si mesmo e cídio, morte, do verbo coedere, ceder, matar. Etimologicamente significa ‘dar morte a si mesmo’.
Na literatura foi introduzida pelo Abade Des Fontaines no término de 1737.2
Temos aqui então o que os dicionários dizem sobre o significado da palavra.

CAUSAS DO SUICIDIO


Acreditava-se antigamente que as idéias de suicídio eram devidas a perturbações funcionais e lesões do cérebro. Esse conceito evoluiu com o decorrer do tempo e hoje acredita-se que a tendência ao suicídio é o resultado de alterações da consciência e o suicida um anormal psíquico. O suicídio – disse Janet – é uma memória mórbida de reação de reação ao fracasso.

Alguns psiquiatras defendem a tese segundo a qual a maioria dos suicidas pertence ao tipo de personalidade deprimida, que não possui em si os cursos necessários para superar os obstáculos e frustrações que a vida lhe apresenta. Desta sorte, o suicida não busca a morte, mas foge da vida. Esses psiquiatras acreditam que a tendência ao suicídio seja uma predisposição herdada”.

A impulsão ao suicídio ora é súbita, ora resulta de um processo lento e progressivo. Nesses casos, o doente tem plena consciência do que se passa com ele.

Muita literatura se tem feito a custa de pobres criaturas que, cegas pelo desespero e cedendo a um impulso mais forte mais forte do que o próprio instinto de conservação mergulham na morte. A verdade porém é que ninguém sabe, ao certo, o que se passou com elas, pois do mundo de sombras para onde foram voluntariamente, ninguém volta para se explicar.

Para o escritor J. Wolfer o melhor conceito da causa do suicídio é de Maurice Fleury quando disse que “a principal causa dos suicídios são as crises de angústia”. Segundo ele, a única condição necessária ao suicídio é o estado de angústia, ou seja, a suprema exaltação da emotividade humana.
A depressão clínica e outras enfermidades mentais. Mais de 60 por cento de todas as pessoas que se suicidam sofrem de depressão grave. Sem incluir as pessoas deprimidas que abusam do álcool, a cifra aumenta para 75 por cento. Caso todas as pessoas que se suicidam sofrem de algum desajuste mental diagnosticável ou padecendo pelo abuso de alguma substancia, de ambas desordens. O abuso do álcool e outras substâncias. O alcoolismo é um fator que aparece em 30 por cinto de todos os suicídios que se cometem.

Os eventos adversos da vida. Tais eventos podem ser: sofrer uma confusão acerca da própria identidade, no caso das pessoas jovens, o sentir-se excluídos dos demais; uma crise familiar pelo divórcio ou pela morte de alguém próximo; a perda dos meios de subsistência, ocasionada por uma crise econômica rural, por redução nos negócios ou nas empresas, o por algum recorte de pessoal ou a eliminação de programas governamentais. Outras causas podem ser: o comportamento aditivo, alguma enfermidade crônica, grave ou fatal, os efeitos de um desastre natural ou social. Para a maioria das pessoas, os eventos adversos da vida não necessariamente conduzem a um comportamento suicida. Podem contribuir para um comportamento suicida se já existe um contexto de enfermidade mental ou abuso de substancias tóxicas.

Os fatores familiares, tais como uma história clínica familiar de suicídio, de enfermidade mental ou de abuso de substancias, assim como de violência e abuso sexual.

Os fatores culturais e religiosos, tais como as crenças de que o suicídio é uma resolução nobre a um dilema pessoal, a destruição da cultura tradicional da gente, que pode conduzir a sentimentos de separação do passado, lamento e falta de esperança.

Los intentos de suicidio previos, la existencia de armas de fuego en el hogar, el encarcelamiento, tendencias impulsivas o agresivas, y exposición a comportamiento suicida de otros (por parte de miembros de la familia o compañeros, o a través de reportajes noticiosos inadecuados o de historias de ficción). Los suicidios entre las personas jóvenes a veces ocurre en grupo y pueden, incluso, llegar a convertirse en una epidemia. Las personas jóvenes son particularmente susceptibles a imitar el comportamiento que conduce a un suicidio no intencional.


CAPITÚLO II


PESQUISAS E DADOS


Existem muitas pesquisa sobre quem se suicida mais, homens ou mulheres, qual a idade, classe social, e outras perguntas, para isso selecionamos algumas pesquisas, para estarmos mais interados, com o suicídio.

Entre 50.000 a 70.000 pessoas cometem suicídio anualmente (falando só dos Estados Unidos), e sabemos que apenas uma pequena porcentagem dos que tentam suicidar-se consegue seu intento. A pesquisa revela que mais da metade dessas pessoas sofrem de depressão.

Nos Estados Unidos a cada ano mais de 30.000 pessoas interrompem sua vida. O suicídio é a oitava causa de morte, e entre as pessoas cujas idades vão dos 15 aos 24 anos, é a terceira causa de morte. Mais pessoas morrem por suicídio que por homicídio. Cerca de 500.000 pessoas ao ano cometem uma tentativa de suicídio o suficientemente seria como para receber atenção em salas de urgência. E milhões mais sofrem de pensamentos suicidas.

O Instituto Nacional de Saúde Mental indica que 125.000 norte-americanos são hospitalizados anualmente com depressão, enquanto outros 200.000 ou mais são tratados por psiquiatras. O Dr Nathan Kline, do Hospital Estadual Rockland, de Nova Iorque, relata que muitos casos de depressão ficam sem tratamento por não serem identificados. Estima-se que vão de quatro a oito milhões por ano! (Newsweek, artigo citado, p. 51).

As mulheres são mais inclinadas ao suicídio, porém três vezes mais homens que mulheres que o tentam, consegue realiza-li, é que os homens tendem a empregar métodos mais violentos e mortíferos que as mulheres, e são menos inclinados a usar o suicídio como meio para manipular os outros.

As pessoas que tem mais de 45 anos de idade e são profissionais, são mais propensas a se matarem do que as de idade inferior e de classe humilde.


CAPITÚLO III


CASOS BÍBLICOS

E temos citações bíblicas sobre pessoas que se suicidaram.
No A.T., temos:


- Em Juízes 9:54 – o caso de Abimeleque, que pediu para ser morto por uma questão de ‘honra’, e também estava praticamente morto, e para não ter de passar pela humilhação de ser morto por uma mulher pediu para ser morto.
- Em I Sm 31:4-51 – o caso de Saul, e o seu escudeiro, também por motivo de guerra, para não ser morto pelos incircuncisos como ele mesmo disse. E seu escudeiro tomou provavelmente a mesma atitude pelo mesmo motivo.
- II Sm 17:23 – o caso Aitofel, Elen G. White diz: Aitofel compreendeu que a causa dos rebeldes estava perdida. E viu que, qualquer que pudesse ser a sorte do príncipe, não havia esperança para o conselheiro que instigara os seus maiores crimes.
- I Re 16:18 – Zinri apresenta sua morte após o cerco a Tirza.
- Juizes 16:30 – talvez o mais conhecido caso, o de Sansão, que se matou, para cumprir um ‘mandado de Deus’.
E no N.T.
- Mt 27:5 – o caso de Judas, que se matou após trair Jesus, talvez pela angustia que tomou conta de seu ser, Ellen White diz: Judas viu que suas súplicas eram em vão e precipitou-se da sala, exclamando: É tarde! É tarde! Sentiu que não poderia viver para ver Jesus crucificado e, em desespero, foi enforcar-se.

CAPITÚLO IV
COMO AJUDAR PESSOAS COM TENDENCIAS
Antes deveríamos notar quais são as características mais importantes de uma pessoa que quer se suicidar:

1º) Tem uma depressão profunda e isolamento
2º) Tende a dar as coisas, ex: roupa que mais gosta, coleção de chaveiro...
3º) Estado de euforia
4º) Já tem em sua mente o suicídio esquematizado

Agora primeiramente, após detectarmos as tendências suicidas, devemos tem em mente que esta pessoa necessita de ajuda psiquiátrica. Devemos então conversar com o indivíduo, de modo a encaminha-lo a um profissional (psiquiatra), e comunicar os familiares e/ou pessoas mais próximas.

Segue-se um exemplo de tratamento na área, mas está presente apenas a título de informação.
Este capítulo é baseado na abordagem de dois livros.
Devemos levar em conta considerações gerais na entrevista:
Cuidado com a própria ansiedade, se o conselheiro estiver ansioso, não deve aconselhar. A ansiedade nos leva a atuar de forma rápida e acelerada, por medo que o sujeito se mate. Então muitas vezes nós pensamos, que devemos usar frases como: a vida é bela, não pense nisto, frases que não tem nenhum valor terapêutico. Um elemento indispensável é a tranqüilidade, que não quer dizer superficialidade. É importante saber que a vida desta pessoa não esta sob nossa responsabilidade.

Os conflitos que podem surgir no conselheiro são: a ansiedade incontrolável, agressividade diante das ameaças de suicídio, negação dos intentos suicidas, medo por sentir que a vida da pessoa depende de nós, racionalizar o que a pessoa fala.

Em segundo ter uma atitude exploratória, antes de falar e aconselhar devemos escutar e perguntar. O suicida deve falar e se expressar, pois com sua família não tem liberdade de falar sobre o assunto, por isso a importância de escutar. O tema do suicídio não deve ser tabu para o conselheiro. E se no aconselhamento notarmos que o aconselhado tem tendências suicidas, devemos fazer perguntas:

Tem pensado em suicídio? Ele pode responder:
a) Sim
b) Não
c) Esquivar-se
d) Silêncio

(As duas últimas questões devem ser consideradas como sim, e se a questão b) não é uma mentira. Se responder, não, devemos perguntar – Por que? Por que viver?

Estas são perguntas que nos ajudam para que o sujeito se expresse, e para nós podermos conhece-lo. Se ele foge do tema, ou fica em silêncio, devemos falar, que não é errado expressar o que sentimos, se escondermos o que sentimos é mais difícil resolver o problema, e insistir: em que você pensa?

Se o sujeito disser sim, devemos perguntar por que? Como?

Aqui temos as perguntas mais importantes, na qual podemos detectar claramente o problema: então podemos ver a) Que o incomoda especificamente b)Que tem feito para mudar a situação c) Por quanto tempo tem se sentido desta maneira? Assim com estes dados, vamos usar a técnica de espejo, significa repetir com outras palavras o que ele nos vai dizendo, para que ele sinta total liberdade. Depois devemos perguntar: se tem antecedentes de conduta suicida, um plano de suicídio, ver o estado que se encontra.

A partir daí traçamos o plano de trabalho. Se o sujeito não está disposto a tirar a vida, nossa abordagem será mais profunda e exploratória, como seus intentos anteriores de suicídio e características familiares. Se o sujeito esta decidido a se matar, temos de usar um plano urgente. Ex: ver se esta armado acompanha-lo para que tire as balas, nos de o revólver.

Depois do fato estabilizado, falemos claramente e com palavras positivas como:

Existe uma solução possível, ainda há esperança. Devemos falar com tranqüilidade e autoridade, mostrando que o suicídio é uma ação irreversível para um problema temporal.

A tarefa em caso de suicídio, exige muito esforço, e acompanhamento. Devemos evitar o que pode causar frustração, especialmente na hora dos encontros, pois pode gerar frustrações e abandono.

O uso da Bíblia, devemos estruturar assuntos, pois serão recursos com os quais pode ser usado em momentos de crise. O fortalecimento da auto estima é o primeiro passo. O conselheiro, deve traçar um projeto de vida, descobrindo suas motivações e interesses, para colocar o aconselhado em função do projeto. As tarefas ajudam com o tempo a retomar suas responsabilidades, a lhe proporcionar gratificação por conseguir terminar o projeto (por isso a importância de projetos curtos).

Devemos também envolvê-lo com um irmão, para que paulatinamente seja inserido no mundo psicossocial, e também para que seje um acompanhante espiritual, e um modelo a ser seguido.

CONCLUSÃO


Vimos que o suicídio pode acontecer com qualquer pessoa, e nós como pastores e leigos devemos estar aptos a atender estas pessoas, mas também estarmos cientes que devemos encaminha-las para uma ajuda psicológica, mas como vimos devemos dar apoio espiritual, para tenha novamente a vontade de viver, o tema não se esgotou, pois existe muito ainda a ser pesquisado, mas que cada um se motive, e se capacite, para atender melhor as pessoas em seu ministério.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Aqui temos algumas lições preciosas que eu gostaria de repartir contigo


1. Jesus é o mesmo Ontem, Hoje e Eternamente.

A primeira coisa que precisamos entender é que Jesus de fato e verdade andou nesta terra e realizou em carne e osso muitos feitos grandiosos. Demonstrou de várias maneiras como viver bem com Deus e com o próximo. Os religiosos de sua época, não entenderam a sua mensagem e missão neste mundo e como um marginal, foi traído e mesmo inocente foi julgado e sentenciado a morte de cruz; Foi morto, sepultado, porém gloriosamente ressurgiu ao terceiro dia, apareceu a muitos, subiu aos céus na presença de várias testemunhas e está à direta de Deus o Pai todo o poderoso de onde a de vir para buscar a sua Igreja.

Sabemos pelas escrituras que Ele habita no coração de cada pessoa que o reconhece e o recebe como o seu Salvador e Senhor em sua vida pessoal. O mesmo Jesus que caminhou com aqueles homens, caminha comigo e contigo todos os dias, pois Ele nos diz pelas escrituras que estaria conosco todos os dias, até a consumação dos séculos.
Fechar os nossos olhos e endurecer o nosso coração para esta realidade é o mesmo que não reconhecê-lo em nossas vidas. É o mesmo que achar que Ele é um simples forasteiro na multidão, um peregrino sem expressão ou um profeta e curandeiro sem importância.

Os homens no caminho para Emaús estavam tristes, por participarem dos últimos acontecimentos. Cada seguidor de Cristo, tinha a esperança de Jesus pudesse libertar Israel do julgo Romano, porém, o seu libertador morrera e a sua ressurreição embora dita varias vezes em vida pelo próprio Jesus, que não ficaria no tumulo, contudo as suas vidas estavam vazias e sem sentido. Presenciaram tudo, porém não entenderam nada. Provavelmente ouviram grandes sermões proferidos pelo mestre. Estiveram na praia e comeram até fartar-se dos pães e peixes quando do milagre da multiplicação e até possivelmente trocaram ideias com o garoto que ofertou a matéria prima que ocasionou o grande milagre. Conversaram com pessoas que foram curadas por Jesus e outras que foram libertas da garra do diabo, mas ainda aparentemente algo faltava em suas vidas.
Amigo, amiga. Quero lhe dizer com toda segurança. Jesus é o mesmo de ontem, hoje e será sempre o mesmo. Neste momento mesmo enquanto estamos refletindo neste texto, ele espera que as escamas caiam de seus olhos e que você veja Jesus ministrando em sua vida. Digo isto, pois a palavra de Deus é viva e ela capaz de discernir as reais intenções do coração humano. Durante toda a sua existência, Jesus tem caminhado contigo e espera que você o reconheça. Pois é Ele mesmo que fala contigo nesta oportunidade.

A segunda lição de vida e importante que encontro nesta história é que:

2.   Não devemos ser néscios e fechados de coração quando estivermos diante das escrituras e dos profetas que Deus levanta em nosso caminho.

Em todos os tempos Deus tem levantado inúmeras vidas na proclamação de sua palavra. O fato é que eles falam, anunciam sobre as verdades do Reino de Deus, e muitas vezes continuamos incrédulos à ação e o poder de Deus em nossas vidas. Aqueles homens poderiam ter vários defeitos, porém enquanto a Palavra era proferida pelo caminhante Jesus o coração deles ardia. Tinham fome e sede em ouvir verdades que tempos atrás não deram muito crédito. Aquele encontro estava sendo importantíssimo, pois alguém especial se preocupou em dar-lhe mais uma chance e fazê-los entender as verdades escondidas. Na medida em que Jesus lhes falava ao coração na caminhada suas vidas eram sendo confrontadas com a realidade que viviam. As feridas de sua alma foram expostas, não para a morte, mas para a vida. Gostaram tanto que não notaram o tempo passar e insistiram com o mestre para se hospedar em sua casa. Aquele homem desconhecido depois de andarem apenas 11 kms tornara-se um amigo e confidente.

Amigo(a) Quanto tempo tem que o seu coração não arde, quando você ouve o evangelho da graça de Deus? Quanto tempo de descrédito com a Bíblia a palavra de Deus? Quantas horas perdidas com leituras de outros livros que trabalham somente as emoções e não o seu espírito? Quanto tempo gasto com coisas fúteis nesta vida que não te levarão a lugar nenhum. Saiba que o maior amigo e confidente está caminhando contigo todos os dias mostrando-lhes as verdades do Reino enchendo o seu coração de paz e regozijo. Talvez você não o conheça, porém com certeza Ele quer ser o seu amigo especial. Ele espera tão somente que você não seja tolo fechando o coração para não reconhecer às suas reais intenções para contigo.
Este é o grande momento para convidá-lo para pousar em sua casa, em sua vida. Como aconteceu com aqueles homens, ele certamente aceitará o seu convite. Basta dizer, venha Jesus, seja o meu salvador e Senhor e certamente o seu coração arderá com a sua presença. O verso 24 lemos que...” Então Jesus entrou para ficar com eles...”

A terceira lição que encontro neste texto é que:

3.   Nunca é tarde para enxergar o obvio... Nunca é tarde para retornar para o caminho...

Eles acabaram de chegar de uma caminhada e se posicionaram à mesa para cear e logo viram pela simples maneira de Jesus partir e abençoar o pão que estavam diante do Cristo ressurreto e não diante de um Cristo morto. Eles viram claramente que o mesmo Jesus que conhecera estava diante deles. Alguém que de fato venceu os aguilhões da morte e seus corações ardiam pela presença viva do Senhor com eles. Mesmo o mestre desaparecendo diante deles estavam cientes que não se tratava de um sonho. Tudo fora bem real e sublime. Imediatamente entenderam em grau e importância que deveriam retornar para Jerusalém agora com entendimento e ajudarem os demais discípulos na divulgação do Reino de Deus.

Amados nunca é tarde para enxergar o obvio. A bíblia é clara em nos afirmar “Quando ouvires a voz de Deus não endureça o seu coração...” É hora de reconhecer o mestre, é hora de cear com Ele. A mesa está posta e o pão é servido por Ele. Jesus é o pão da vida. É o verbo vivo que desceu do céu e é lhe oferecido de graça a salvação. Sua melhor opção é aceitar a sua oferta e retornar aos braços do Pai. Jerusalém tipifica entre outras coisas, morada do Altíssimo. Este encontro com Deus só acontece por meio de Jesus Cristo seu Filho. “Só existe um mediador entre Deus e os homens Jesus Cristo...”

Qual a sua decisão? Você quer ter um encontro genuíno com Jesus neste momento?

Esta é oração que você deve fazer agora comigo: Senhor Jesus, neste dia eu entendi que o Senhor estava comigo há muito tempo, só que os meus olhos não conseguia te contemplar. Hoje eu entendi a abro o meu coração, a minha vida, os meus olhos, pois preciso entendimento de Deus em minha vida. Eu te recebo Senhor Jesus como o meu Salvador pessoal e quero que de hoje em diante que o Senhor guie os meus passos sendo Senhor de minha vida. Rejeito neste instante todas as consagrações passadas que não honraram o teu nome e me rendo completamente a ti como o único Deus em minha vida. Oro em nome de Jesus Cristo, amém e amém.

Oração: Agora eu quero orar por você. Deus amado, eu quero interceder neste momento por esta pessoa que acabou de fazer esta oração entregando o seu coração a tí.  Que o Senhor possa dirigir-lhe os passos na direção de uma nova vida em harmonia com o teu Santo Espirito. Que o dia de hoje seja realmente um marco para uma nova etapa em sua vida. Oramos na certeza de que o Senhor manifestará o seu amor, misericórdia e perdão para com ela, dando-lhe paz nesta terra e na eternidade. Oro em nome de Cristo Jesus aquém damos as Honras e Glórias hoje para todo o sempre, Amém e amém.


 Por certo as bênçãos do Senhor os alcançarão em sua plenitude.
Que as bênçãos do Senhor nosso Deus estejam sobre você e família.

Pr. Nelson Gouvêa

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cinco sinais de maturidade espiritual

Deixe-me começar dizendo que não é errado para um novo crente ser imaturo, assim como não é errado para uma criança ser infantil.
Infantilidade só é irritante em um adulto. Quando uma criança de quatro anos veste uma capa, uma cueca por sobre a calça, alegando ter visão raio-x, isso é fofo. Quando seu pai faz isso, é preocupante (ou insanidade).
Quando você é um crente por muitos anos, porém, a falta de alguns desses indicadores deve ser preocupante.
Crentes maduros possuem estes 5 indicadores…
1. Um desejo por alimento sólido
É bom aproveitar o leite do evangelho em todas as refeições. Mas alguns cristãos orgulham-se de si mesmos por focar apenas no evangelho, esnobando a oferta de doutrinas mais profundas. O amor pela doutrina pode ser adquirido com o passar do tempo, mas ele sempre estará lá em um crente maduro.
O autor aos Hebreus repreende seus leitores por causa da relutância em mastigar.
Hebreus 5:11-14 “A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim vos tornastes necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.”
A refeição de uma criança precisa ir ao liquidificador durante os primeiros meses dela (ou dele). Quando uma pessoa normal de 21 anos pede para a mamãe alimentá-lo com batata amassada, de colher, isso é assustador e disfuncional.
2. Uma impermeabilidade a ofensas pessoais
É raro um crente maduro se sentir ofendido. A ofensa é apropriada ao crente em qualquer ataque à glóriade Deus, como quando o zelo pela casa de Deus consumiu Jesus e ele usou um chicote do Indiana Jones na corrupta zona comercial do templo por causa dos animais superfaturados.
Mas um crente maduro não fica pessoalmente ofendido de maneira tão fácil. Eles entendem que quando alguém peca contra eles, há coisas maiores em jogo do que seus próprios direitos pessoais com, por exemplo, a glória de Deus, o relacionamento do outro com Deus, etc.
Veja Paulo. Quando ele já não podia atrair uma multidão (estando preso por causa do evangelho e tal…), pregadores rivais estavam “jogando sal” em suas algemas ao pregar o evangelho em competição com Paulo. Ele não se tornou insolente. Muito pelo contrário, ele parecia animado com a notícia de que o evangelho estava sendo pregado. Isso é maturidade!
Filipenses 1:15-18 – “Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulações às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei.”
3. Uma consciência informada pelas Escrituras, não por opiniões
Quando você é um novo convertido, é natural ter um pêndulo oscilando em aversão a qualquer coisa associada com o seu antigo estilo de vida. Isso pode ser saudável. Mas, à medida que vai se tornando mais maduro, você vai criando uma visão mais balanceada sobre liberdade. Se Jesus diz que algo está “ok”, então você não vai ficar chateado quando alguns cristãos aproveitam essa liberdade.
Romanos 14:1-3 “Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que de tudo pode comer, mas o débil como legumes; quem come não despreze o que não come, e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu.”
Eu amo vegetarianos – sobra mais carne pra mim. Porém, quando um crente se abstém da liberdade legal pensando que isso torna-o mais aceitável para Deus, isso é um sinal de imaturidade. Quanto mais você cresce no seu entendimento sobre graça, menos você se incomoda quando as pessoas ignoram normas religiosas feitas por homens. Você pode continuar escolhendo se abster, mas sua consciência não é atormentada pelo conhecimento de que outros cristãos participam do que você evita.
4. Uma sensação de humilde surpresa quando usado por Deus no ministério
Deus usa pecadores para fazer Seu trabalho por uma boa razão: não há mais ninguém para Ele escolher. Alguns pecadores são usados poderosamente. Um crente maduro sempre vai sentir-se humilde por sua eficácia no ministério de Deus. Frequentemente, no entanto, o mesmo privilégio vai inflar o ego de um crente imaturo.
1 Timóteo 3:6 – “Não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.”
O pressuposto de Paulo é que um novo convertido – que é mais provável de ser imaturo – quando usado no ministério de Deus, não vai possuir a sensação de surpresa e humildade que são sinais de maturidade.
Compare isso com a própria atitude de Paulo, de que ele é o principal dos pecadores, usado apenas como meio para mostrar a extensão da misericórdia de Deus (1 Tm 1.15). Ele considerava a si mesmo como improvável e inadequado vaso que foi abençoado por abrigar temporariamente o tesouro inestimável dos dons de Deus (2 Co 4.7).
5. Tendência de dar crédito a Deus pelo crescimento espiritual, não a homens
Nosso mundo é uma arena para idolatria. “American Idol” é o nome mais adequado e tributo descaradamente honesto para a nossa cultura de celebridade. Nossos corações são orientados a adular e a adorar. Um crente imaturo luta para quebrar o hábito de idolatrar pessoas. Ele meramente transfere sua adulação pelas celebridades do mundo para celebridades espirituais.
Quer seja um pedestal para o seu pastor, ou uma desordenada reverência por João Calvino, ou qualquer outro sintoma, a imaturidade falha em dar a credibilidade devida ao poder de Deus em Seu trabalho.
1 Coríntios 3:4-7 – “Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.”
Experientes donos de cavalos de corrida têm respeito por bons jóqueis, treinadores, e veterinários, mas todos entendem que o fator principal para uma vitória é o cavalo. Respeitamos bons pregadores, escritores, comentaristas, e mentores espirituais, mas, esperançosamente, nós reconhecemos o real músculo por trás de qualquer vitória no ministério deles.
Vá com este pensamento: na minha vida, qualquer imaturidade residual em qualquer uma dessas áreas irá desembocar na minha “caixa de entrada” espiritual. Sou confortado em saber que sou uma obra em progresso e me agarro à Filipenses 1:6 –  “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.”