As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio,e cada um dos teus justos juízos dura para sempre Sl 119.160


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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Na Fenda da Rocha


Tema: EXPERIÊNCIA COM DEUS
Êxodo 33.17-23

Introdução:
Moisés havia presenciado milagres poderosos, mas ainda queria ver a Deus. O povo tinha pecado com idolatria e Deus disse que não andaria mais com eles (Êxodo 33.1-3), apenas enviaria um anjo. Moisés não se conformou com isso e quis que a própria presença de Deus andasse com eles (Êxodo 33.12-16).

Para a cultura da época era comum cada nação ter seu deus em forma de ídolo. Cada povo ostentava seu deus mostrando sua grandeza. Por isso o povo de Israel sentiu-se tentado e fez um bezerro de ouro (Êxodo 32.1-9), pensando em ter um deus visível que os acompanhasse.

Moisés acreditava no Deus que conheceu na sarça ardente (Êxodo 3.1-6), mas queria ver esse Deus para garantir sua existência ao seu povo. O Senhor disse que não poderia ver a sua face (v.20), contudo lhe mostrou muito mais que isso.

Muitas vezes queremos uma garantia de Deus para nossas vidas. Como uma prova de que sua promessa se cumprirá. Às vezes não conseguimos contemplar o que Deus quer, então precisamos pedir que nos revele a sua vontade. Nem sempre o Senhor mostra o que queremos, mas sempre tem o melhor.

O que Deus quer nos mostrar?

Vamos refletir algumas coisas que Deus quer nos mostrar:

1- GRAÇA: v.17 “achaste graça aos meus olhos”

A graça é o favor imerecido de Deus. Seu amor incondicional antes de Deus e além de tudo. O Senhor mostrou sua graça perdoando o seu povo e dizendo “terei misericórdia de quem eu me compadecer” (v.19).

Quando Deus diz “achaste graça aos meus olhos” é porque nos vê pequeninos como o “vermezinho de Jacó, povozinho de Israel” (Isaías 41.14) e acha graça em nossa dependência de Sua Soberania e poder. Como uma criança que olhamos e nos encantamos pro sua beleza e fragilidade.

Todos os dias Deus nos mostra sua graça. Recebemos bênçãos que não merecemos a cada segundo de vida, porque “as misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã” (Lamentações 3.22,23).

Você conhece a Graça de Deus?
O Senhor te ama e te perdoa!
                             

2- BONDADE: v.19 “farei passar toda minha bondade diante de ti”

A definição bíblica para o Senhor é “Deus é amor” (I João 4.8) para expressar que a natureza divina é baseada em sua bondade. Deus só faz o bem “toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes” (Tiago 1.17).

Como disse o salmista “pereceria eu se não visse a bondade do Senhor na terra dos viventes” (Salmos 27.13). Ai de nós se não fosse a bondade de Deus em nossas vidas.

Desde a saída do Egito até durante a caminhada do povo pelo deserto Deus mostrou sua bondade livrando-os dos perigos.

O Senhor lhes garantiu que “te proclamarei o nome do Senhor” (v.19). O nome de Jesus é a chave para experimentarmos a bondade de Deus. Por que através do nome de Jesus recebemos as bênçãos do Senhor como Ele prometeu que “se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (João 14.14).

Você tem experimentado a bondade de Deus?
Através do nome de Jesus você recebe tudo de bom!

3- GLÓRIA: v.22 “quando eu passar a minha glória

Deus mostrou sua glória através de sinais e milagre diante do povo, mas Moisés viu a Glória de Deus e por isso seu rosto brilhava (Êxodo 34.29). A partir daquele momento Moisés nunca mais pediu sinal a Deus porque tinha a garantia de sua presença em sua vida.

Quando passamos por problemas nosso rosto fica triste, mas quando vemos a Glória de Deus nosso rosto resplandece porque “o coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate” (Provérbios 15.13). Ao invés de ficar olhando dificuldades devemos procurar contemplar a Glória de Deus para iluminar nossas vidas.

Você tem visto só problemas?
Deus quer te mostrar sua Glória!

Veja o que Deus quer te mostrar!

CONCLUSÃO: v.22 “Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado”

Hoje, não precisamos querer ver a Deus, “visto que andamos por fé e não pelo que vemos” (II Coríntios 5.7).  Jesus já manifestou a presença de Deus (João 1.18) como “imagem do Deus invisível” (Colossenses 1.16). Somos “bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20.29).

Para experimentar a Graça, a Bondade e a Glória de Deus precisamos estar:

-na ROCHA firme em Jesus. Estar firmado na rocha é não se abalar na fé (Salmos 125.1), pois “Jesus é pedra” (Atos 4.11).
-na MÃO de Deus “nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Isaías 43.13). Estar na mão de Deus é confiar sua vida totalmente a Ele (Salmos 37.5).

Quando estivermos firmes na rocha e sob a poderosa mão de Deus, a Graça, a Bondade e a Glória do Senhor se manifestam em nossas vidas.

Você quer ver Deus se manifestar em sua vida?
Deus quer te mostrar sua Graça, Bondade e Glória!

| Autor: Pr. Welfany Nolasco Rodrigues 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Atos dos Apóstolos - Parte 1

Atos: histórico, teológico, apologético e missiológico

O livro de Atos dos Apóstolos é uma obra histórica, teológica, apologética e missiológica. Se não, vejamos.

1) Histórico - O objetivo de Lucas, em Atos dos Apóstolos, é historiar os eventos que se sucederam na Igreja e através da Igreja, destacando sempre a Igreja de Cristo como a agência por excelência do Reino de Deus. Seu relato vai da ascensão de Jesus, no Monte das Oliveiras, até à prisão domiciliar de Paulo, em Roma. O autor revela, de maneira bem clara o seu objetivo:

“Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas. A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes. Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.1-8).

A historiografia lucana é científica. Fruto de ampla pesquisa, revela-se metódica e expõe-se sistemática. Ele jamais se contentou com fontes que não fossem primárias. Além de escrever a história da Igreja Primitiva, desta mesma história participou. Ele oculta-se na majestade da segunda pessoa do plural, para revelar a singularidade da pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo na vida de seus apóstolos e evangelistas.

2) Teológico - Ao fazer história, Lucas dá-se a conhecer como grande e sublimado teólogo. A teologia vai aparecendo em sua obra de forma progressiva, observando sempre o ritmo de sua narrativa. Assim, realça ele o Reino de Deus através da Igreja no poder do Espírito Santo. Não era a sua intenção elaborar um tratado teológico. Mas, ao narrar as ações dos apóstolos do Cristo, fez-se teólogo. Como dissociar a História Sagrada da teologia bíblica e cristocêntrica?

3) Apologético - Os Atos dos Apóstolos são também um livro apologético. Em primeiro lugar, os discípulos de Jesus defenderam as verdades cristãs diante das autoridades judaicas que, de forma blasfema e arbitrária, tudo fizeram por matar a Igreja em seu nascedouro. Tendo em vista tal ameaça, o Espírito Santo instrumentalizou a Pedro e a João como os dois primeiros apologetas da Igreja (At 4.1-30). Em seguida, levanta o diácono Estevão que apresenta, diante dos mesmos potentados, uma brilhantíssima apologia de Nosso Senhor Jesus Cristo como o Cristo profetizado no Antigo Testamento (At 7).

Doutor dos gentios, o apóstolo Paulo faz seguidas defesas do Cristianismo diante dos gentios, realçando duas grandes doutrinas: o monoteísmo e a soteriologia cristológica. Haja vista o seu discurso no Areópago diante dos filósofos estóicos e epicureus (At 17.1-30). Esse pronunciamento pode ser considerado o mais perfeito enunciado do verdadeiro conhecimento de Deus.

4) Missiológico - Apesar de missionário, os Atos dos Apóstolos não são um tratado missiológico. Lucas, porém, ao narrar os primeiros empreendimentos evangelizadores da Igreja Cristã, deixa bem patente que aquela geração de crentes tinha em si, já bastante cristalizada, uma teologia de missões. Evangelizar, para eles, não era apenas uma demanda teológica, mas uma questão de obediência ao Senhor ressurreto e assunto.

Os cristãos primitivos não faziam distinção entre missões nacionais e estrangeiras. Tendo diante de si a Grande Comissão que nos confiou o Cristo, puseram-se a proclamar ousadamente o Evangelho em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria. Ignorando fronteiras, quer étnicas, quer culturais, chegaram aos extremos do mundo até então geografado.

Para os cristãos de Atos dos Apóstolos, a missiologia não se acomodava no âmbito da teoria, mas dinamizava-se numa prática que levava a Igreja a forçar as portas do inferno através da proclamação do Evangelho de Cristo.

| Autor: Pr. Claudionor de Andrade 

Atos dos Apóstolos - Parte 2

Lucas, o médico amado e grande historiador da Igreja Primitiva

Não temos muitas informações acerca do autor de Atos dos Apóstolos. Sabemos apenas tratar-se de um homem singularmente culto e possuidor de um estilo literário de impressionante grandeza. Lendo-lhe o prólogo do terceiro evangelho, apreendemos de imediato a imparidade de seu engenho e a peregrinação de sua arte (Lc 1.1-4).

Pelo que depreendemos de suas obras, veio ele a converter-se depois da ascensão do Senhor Jesus. Mas, a partir da segunda viagem missionária de Paulo, ei-lo a participar ativamente da evangelização das gentes, pois destas era filho.

1) Um autor gentio a serviço do Rei dos judeus - Um artista da palavra que realçou a precisão. Basta ler a Epístola de Paulo aos Colossenses para se concluir ter sido Lucas um gentio de ascendência cultural grega (Cl 4.1-14). É possível fosse ele também cidadão romano.

Por conseguinte, Lucas é o único autor não hebreu das Sagradas Escrituras. Através de sua pena, sempre bela e terça, o Evangelho universaliza-se naquelas comunidades gregas, romanas e bárbaras que iam, pouco a pouco, sucumbindo à mensagem poderosa da cruz enunciada pelo apóstolo Paulo de Antioquia até Roma.

2) Um historiador que teologizou o avanço da Igreja - Quem não se encanta com os relatos de Heródoto? Filho do quinto século antes de Cristo, é ele alcunhado de o Pai da História. Pois fugindo ao mito e evitando os redimensionamentos de Homero e Hesíodo, buscou mostrar os gregos como estes realmente eram: seres humanos sujeitos às fraquezas, mas capazes de inacreditáveis façanhas. Apesar de todo o seu esforço, Heródoto não conseguiu evitar as hipérboles. Lucas, porém, lograria o que não alcançara o seu ilustre compatriota. Nos Atos dos Apóstolos, mostra o sobrenatural da operação do Espírito Santo na vida de homens naturalmente frágeis e limitados.

Fez Lucas, em seu evangelho, um relato fidedigno e metódico de “todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas” (At 1.1-2). Já em Atos dos Apóstolos, pôs-se ele a narrar a expansão da Igreja de Cristo. Neste livro, a propósito, Lucas  participa não somente como autor, mas também como o personagem que, de forma modesta, oculta-se nas famosas seções do pronome da 1ª pessoa do plural (At 20.6, 8, 13,15; 21.16; 27.8 etc).

3) Um artista da palavra - Há historiadores que se contentam em reconstituir o passado, registrar o presente e futurar o porvir. Todavia, não se preocupam com o estilo. Poucos são os que, à semelhança de Alexandre Herculano, Oliveira Martins e Winston Churchill, fazem da historiografia uma obra de arte. Lucas pertencia a este seleto grupo. Tanto em seu evangelho como em Atos, vai ele não somente trabalhando, como também lapidando o texto. E de tal forma o lapida, que temos a impressão de estar diante de uma pedra de peregrino valor.

Em sua pena, o koinê ganha os mesmos contornos que a linguagem clássica cunhou na poesia de Homero, no teatro de Sófocles, na oratória de Demóstenes e nos diálogos de Platão. Lucas é um escritor por excelência. Mas não permitia que a beleza do texto empanasse a verdade dos fatos que, desde a ascensão de Nosso Senhor, se iam sucedendo na Igreja e através da Igreja, até a prisão de Paulo.

4) Um médico que compreendeu a verdadeira dimensão da fé - Lucas é o maior exemplo de que a verdadeira ciência pode conviver harmonicamente com a religião do Único e Verdadeiro Deus. Médico formado com todos os rigores acadêmicos da época, ele sabia como viver em harmonia com a natureza que nos deixou o Criador e não tinha dificuldade alguma em conviver com o sobrenatural e com os milagres que o Senhor opera no âmbito de sua obra. Se por um lado, deleitava-se em curar os enfermos que encontrava durante as incursões missionárias de que tomou parte; por outro, não lhe causava nenhuma estranheza quando Paulo impunha as mãos sobre os doentes e os curava das mais estranhas e malignas moléstias.

Nesse tempo, a medicina era bastante desenvolvida entre os gregos e os romanos. A escritora canadense Taylor Caldwell ao romancear a vida de Lucas, revela que os médicos formados nas academias gregas achavam-se habilitados, inclusive, a fazer operações plásticas. Aliás, no tempo dos macabeus, não eram poucos os israelitas que, na ânsia de se helenizarem, recorriam a procedimentos que lhes disfarçavam o sinal da circuncisão.

O ambiente que Lucas frequentou, antes de converter-se a Cristo, era academicamente sofisticado. A ciência ali era levada a sério. Sem eles, não teriam nossos cientistas alcançando tanto êxito. Entre os gigantes daquela época, achava-se o evangelista Lucas.

Lucas não era apenas médico. Conheciam-no todos como o médico amado (Cl 4.14). Seguindo certamente as recomendações de Hipócrates, o pai da medicina, tudo fazia para que os seus pacientes vissem-no também como um amigo. Num consultório do Rio de Janeiro, tive a impressão de que o Dr. Lucas lá estivesse. Pois um quadro trazia uma confissão simples, mas profundamente filosófica e ética: “Fui procurar um médico; achei um amigo. Eis aí o princípio de minha cura”. Como necessitamos de médicos que, à semelhança de Lucas, se dediquem aos doentes sem fazer das doenças uma fonte de renda.

Quando de meu transplante hepático, encontrei vários médicos e enfermeiros que procuravam, em suas limitações, imitar o médico amado. No Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, havia muitos discípulos de Lucas. E lá também estava o Médico que não somente nos emprestava a sua amizade, mas que nos garante a vida: Jesus Cristo, a quem Lucas anunciava quando exercia amorosamente a medicina.

Deveria Lucas, por conseguinte, ser o patrono não somente dos médicos, mas de todos os que se aplicam à ciência. Na prática, ele demonstrou que o cientista realmente sábio não encontra fronteiras entre a ciência e a religião; sua fronteira é o amor que consagra àquele que é a fonte de todo conhecimento e sabedoria.

5) Um missionário que não se limitou a escrever a história - Lucas é conhecido como médico e evangelista. No entanto, era ele também um missionário. Integrante da equipe de Paulo, andejou as vias romanas, singrou mares, enfrentou naufrágios. E em Roma prestou a necessária assistência ao apóstolo, a fim de que este não se visse de todo desamparado. Num momento de consolo, o doutor dos gentios mostra o quanto Lucas lhe é leal: “Somente Lucas está comigo” (2 Tm 4.11).

Não seria exagero se Lucas recebesse de igual modo o título de apóstolo, pois como apóstolo acompanhou Paulo em três de suas quatro viagens missionárias. Como apóstolo, escondeu-se ele na majestade da segunda pessoa do plural, a fim de singularizar o Senhor Jesus Cristo.

| Autor: Pr. Claudionor de Andrade 

Atos dos Apóstolos - Parte 3

Onde e quando foi escrito Atos dos Apóstolos

As evidências internas de Atos dos Apóstolos levam-nos a concluir que tenha Lucas escrito o livro por volta do ano 61. Paulo ainda vivia quando o autor encerrou a obra e, logo em seguida, remeteu-a ao excelentíssimo Teófilo. Somos obrigados a supor que ele encontrava-se em Roma assistindo o apóstolo em sua prisão domiciliar.

Mas, antes de entrarmos a fazer tais considerações, vejamos o tema do livro de Atos.

1) Tema - Podemos resumir assim o tema central dos Atos dos Apóstolos: A expansão triunfal do Evangelho de Cristo através da Igreja no poder do Espírito Santo.

Por intermédio das atuações evangelizadoras dos apóstolos, aprendemos como a fazer missões nacionais e transculturais. Em sua narrativa missio-teológica, Lucas conscientiza-nos a  prosseguir a evangelizar povos e nações até aos confins da terra sem impedimento algum.

2) De Roma para o mundo - Capital do Império, avultava-se Roma como a mais luxuriante das cidades. Nessa época, quem imperava era o perverso, sanguinário e bestificado Nero. Um deus sem divindade era esse imperador. Embora tratado de senhor por todos os seus súditos, de seus vícios fazia-se escravo.

Deuses e homens confundiam-se pelas ruas, praças e demais logradouros de Roma. Aqui estavam os mais ilustres poetas, os mais requisitados oradores, os mais destacados militares e os cientistas que, herdeiros dos gregos, versavam sobre as últimas descobertas. Em uníssono, todos não se ocupavam a não ser de ouvir as novidades que chegavam das províncias com aqueles barcos e navios que aportavam nas sempre belas costas italianas.

Entre tanta gente ilustre e assinalada, achava-se o Dr. Lucas. Nalgum lugar bem periférico de Roma, quem sabe, redigia os atos daqueles apóstolos que, de Jerusalém e de Antioquia, navegaram por ondas tão bravias e irreconciliáveis, espalhando em cada litoral do Mediterrâneo, a boa semente do Evangelho de Cristo.

3) Data da composição do livro - Se os Atos dos Apóstolos tivessem sido escritos após a execução de Paulo pelas autoridades romanas, certamente Lucas, excelente historiador que era, teria feito menção ao fato. Aceita-se geralmente que Paulo foi executado no ano 64. Logo, Atos foi composto entre 61 e 63. O ano 61 está mais de acordo com os acontecimentos que se deram logo após a prisão do apóstolo em Roma. Teria ele realizado o seu intento de visitar a Espanha? (Rm 15.14,28).

Por conseguinte, os Atos dos Apóstolos também foram escritos antes da queda de Jerusalém que se deu no ano 70.

| Autor: Pr. Claudionor de Andrade 

Atos dos Apóstolos - Parte 4

Sobre o primeiro leitor de Atos

Lucas endereçou tanto o seu evangelho como os Atos dos Apóstolos a um nobre romano, de ascendência grega, conhecido simplesmente como Teófilo. Em grego, este nome significa aquele que ama a Deus. Acerca desse personagem, temos rias hipóteses.

1. Um novo convertido. Do prólogo do Evangelho de Lucas, logo depreendemos: Teófilo, de fato, era um homem nobre e de elevada posição social. Haja vista que Lucas usa um vocativo mui próprio às autoridades: “excelentíssimo Teófilo” (Lc 1.3).

Já em Atos, Teófilo é tratado não como autoridade, mas como alguém bem próximo de Lucas: “ó, Teófilo” (At 1.1). O que se conclui de ambas as passagens? Teófilo veio a converter-se com a leitura do Evangelho de Lucas e, agora, já parte do corpo místico de Cristo, lê os Atos dos Apóstolos, a fim de se inteirar de tudo o que o Espírito Santo estava fazendo na Igreja e através da Igreja.

Que exemplo deixa-nos Lucas. Para ganhar uma única alma, escreve todo um evangelho, narrando tudo o que Jesus fez e expondo de forma sistemática tudo o que o Mestre ensinou. Nesse empreendimento, não poupou estilo nem arte. Por que não agimos com esse mesmo amor? Quantas pessoas não poderíamos nós ganhar para Cristo com uma única carta? Ou com um singelo bilhetinho? Ou ainda com um e-mail que não nos furtaria nem dois minutos? Sim, dois minutos que irão proporcionar a um amigo, irmão ou vizinho, toda uma eternidade ao lado de Cristo.

2. O financiador da obra. Nos tempos bíblicos não eram poucos os mecenas. Aqueles homens ricos e mui abastados que, amantes das artes, resolviam subsidiar um escritor, um pintor ou um escultor. Por isso supõem alguns estudiosos ter sido Teófilo um desses financiadores. Sabendo dos pendores literários de Lucas e de seu projeto em reconstituir a vida, ministério e paixão de Nosso Senhor, achou por bem subsidiá-lo. Mais adiante, Lucas brinda-o com o relato da expansão da Igreja de Cristo no poder do Espírito Santo.

Esta hipótese, porém, não resiste a uma análise mais aprofunda e sistemática.

3. A comunidade cristã primitiva. Alguns acham que Teófilo não passa de um emblema da comunidade cristã primitiva. Logo que o seu nome significa, em grego, aquele que ama a Deus, dizem que tanto o terceiro evangelho, como os Atos dos Apóstolos, foram destinados a todos os que receberam a Cristo Jesus como seu bastante salvador e, agora, dedicam-lhe um amor que se acha acima de todos os amores.

Apesar da piedade desta teoria, ela também não resiste a uma pesquisa mais consistente. Na verdade, era Teófilo alguém das relações pessoais de Lucas. Alguém que veio a converter-se com a leitura das obras desse escritor tão genial que foi o médico amado.

| Autor: Pr. Claudionor de Andrade 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Aliados de satanás


Atente bem para essas três palavras: Orgulho, vaidade, soberbia. Se elas estiverem dentro do ser humano, o diabo não tem preocupação com ele, pois ele sabe que isso foi a queda dele (do diabo), e com certeza, será a queda de todos os que deixarem isso entrar no coração. Orgulho, vaidade e soberba tem sido a destruição de milhões de crentes em toda a terra, e acredite Deus não colocou isso dentro do homem. Deus não iria colocar algo dentro homem para destruí-lo e sim, para edificá-lo. Então, sendo assim, eu acredito firmemente, que Orgulho, vaidade e soberba, provêm do diabo. E ele tem passado essa idéia, como na rebelião (Ez 28:11-19), a todos os homens, desde Adão e Eva (Gn. 3), e tem chegado até aos nossos dias. Eu sei que nesse momento em que lideres (Bispos, Pastores e etc... .) estejam lendo esse estudo vão dizer: O diabo não pode possuir a mim, pois tenho o Espírito de Deus. E eu irei responder: É verdade o diabo não pode possuir quem tem o Espírito de Deus, sem dúvidas! Jamais pode nem poderá; mas ele está a todo instante lançando idéias, e isso tem sido a queda de muitos líderes e membros das igrejas em toda a terra. Pois as pessoas se esquecem fácil, quem eram, de onde vieram, e o que Deus as tornou; Eu disse, Deus as tornou em Cristo Jesus, e deixam as sugestões do diabo com facilidade encontrar espaços em suas mentes. 

O que é Orgulho? O que ele causa na pessoa?


É a sugestão que o diabo lança na mente do ser humano para fazer com que a pessoa se admire, se auto-idolatre, se ache soberana, insubstituível, incomparável, como o diabo pensou um dia, antes da queda dele (Ez. 28). O que causa: Deixa a pessoa prepotente, arrogante, afastada e destacada dos outros, pois acha que não existe ninguém melhor que ela, e isso, com certeza meu amigo, é queda na certa, como foi a queda de satanás. 

Vaidade:  Significa querer aquilo que não é necessário, aquilo de que não precisa João Batista disse: “Importa que ele cresça e eu diminua” (Jo 3:30).

Muitos têm se preocupados em aparecer e se exibir, como se a aparência pudesse transformar a vida de alguém. Quem tem que aparecer é Jesus e não nós, se é que Jesus está na sua vida de fato!

O que transforma a vida das pessoas é a poderosa Palavra de Deus, que as pode fazer nascer de novo, (Jo 3:1-6) e não o exibicionismo, como temos visto nos últimos dias. Principalmente, de lideranças querendo status (coisa mundana), de pop star; Dão autógrafos, querem camarins particulares, e isso sem falar na fortuna que cobram para pregar a Palavra de Deus. Mas também, eles encontram sempre trouxas para pagar, só que não pagam dos seus bolsos, tiram dos Dízimos e Ofertas. Também, a esses, sua hora vai chegar! Fazem isso, quando na verdadeJesus nos deu de graça e mandou-nos dar de graça; mas são mercenários, ladrões, hipócritas, diabólicos como Pedro fala em (2Pe. 2). Então, esse tipo de gente não tem parte no reino de Deus, e eu conheço muitos assim. 

Soberba:  Veja o que diz Tiago 4:6: “Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graças aos humildes”. Soberba é o contrário da humildade. Enquanto humildade significa reconhecimento, Soberba significa nunca reconhecer. As pessoas deixam os seus corações se encherem a tal ponto de arrogância, que acham que tudo o que têm vêm delas mesmas. Que elas são as fontes de tudo e que são boas demais. Então a esses tais, a Bíblia diz como no texto do apóstolo Tiago, acima citado. Deus lhes resiste, Deus não está com eles, estão entregues à própria sorte e a destruição desse tipo de pessoa é certa; como também, através da vaidade e orgulho, ambos andam de mãos dadas. Cuidado! Ambos têm matado mais pessoas do que o diabo, pois, orgulho, vaidade e soberba, foram gerados por ele (satanás).

Agora eu te pergunto: Você já aprendeu a identificar onde Deus está e onde Ele não está? O que é igreja e o que é palco de palhaços orgulhosos, vaidosos e soberbos? Porque as igrejas estão caídas? (refiro-me as que deixaram a Palavra). Como identificar se uma liderança foi levantada por Deus ou pelos homens? 

Se existem dúvidas em você, entre em contacto com o Espírito do Senhor, e Ele te mostrará a verdade. Se você quiser a verdade, porque tem gente que prefere continuar dentro destes antros de prostituições, que tem título de igreja, mas que a muito, estão reprovados por Deus.

Meu conselho para você é: Leia a Bíblia sempre! Não despreze a Bíblia por nada! Ore em todo lugar e tempo (I Ts  5:17), e ande firmado, somente no que Jesus falou e terás uma vida de vitórias. 
 Autor: Pr.Carlos André

domingo, 1 de junho de 2014

A Humildade


Uzias tinha somente 16 anos quando seu pai foi assassinado e ele subitamente se tornou rei de Judá, no oitavo século antes de Cristo. A história de seu reinado, que é registrada em 2 Crônicas 26, ensina uma lição poderosa sobre a importância da humildade. Uzias começou bem. Ele respeitava o Senhor e sua palavra, e Deus o abençoou abundantemente. O reino se expandiu e o rei fiel conseguiu dominar seus inimigos de todos os lados. Sua reputação se espalhou a outros países. Uzias se fortaleceu.

Então, tudo mudou. "Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso" (2 Crônicas 26:16). Uzias era um homem especialmente escolhido por Deus para conduzir seu povo. Durante muitos anos, Uzias serviu o Senhor fielmente. Porém não estava autorizado a entrar no templo para queimar incenso. Esse papel estava reservado para outros homens escolhidos por Deus, os sacerdotes, que serviam no templo. Uzias, não estando mais contente com o desempenho do papel que Deus lhe havia dado, tentou assumir uma função extra e foi fortemente repreendido por seu erro.

O sacerdote Azarias e 80 outros sacerdotes seguiram Uzias até o templo e desafiaram seu ato presunçoso. Uzias enraiveceu-se e Deus respondeu imediatamente ao seu erro. O rei ficou leproso ali mesmo no templo diante dos olhos dos sacerdotes. Eles imediatamente o atiraram fora do templo, e Uzias correu da casa de Deus, percebendo que o Senhor tinha punido sua arrogância. Seu filho assumiu os negócios do Estado e deixou o leproso Uzias isolado em sua casa pelo resto de sua vida. A vida abençoada de um grande homem foi arruinada por um ato de desobediência. Uzias, como o primeiro rei de Israel (veja Samuel 15:17-23), foi derrubado por seu próprio orgulho.

Humildade:

 Fundamental para nossa comunhão com Deus


Quando Jesus pregou o sermão que define o caráter do verdadeiro discípulo, suas palavras iniciais foram diretas ao coração: "Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3). Ele continuou a pregar durante mais três capítulos, mas muitos ouvintes não o ouviram porque nunca passaram da linha de partida. Mesmo hoje, a maior parte da mensagem do evangelho cai em ouvidos surdos de homens e mulheres arrogantes que não querem mesmo reconhecer a posição de Jesus como Senhor.
Mas Jesus não reduziu os padrões. Ele não abriu uma porta extra para entrarem os arrogantes ou os "quase" humildes. Ele manteve intacto o seu requisito fundamental porque ele reflete a exigência eterna de Deus. Deus nunca aceitou o homem cheio de orgulho que pensava fazer as coisas a seu próprio modo. Ao contrário de toda a sabedoria dos homens carnais, tendentes a adquirir poder e posição, Deus aceita exclusivamente os humildes. Uma geração depois de Uzias, o profeta Miquéias pegou perfeitamente a idéia quando ele citou as palavras de Deus: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e o que é que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus" (Miquéias 6:8). As Escrituras deixam perfeitamente claro que não há  outra maneira de caminhar com Deus. Ou andamos humildemente com nosso Deus, ou não andamos de modo nenhum com ele!
 
Jesus andou no meio de homens carnais e enfrentou tremendo desafio. Como poderia ele capturar seus corações para moldá -los como os servos humildes que o Pai quer? Não foi uma tarefa fácil. Ele falava freqüentemente de humildade, e mostrava em sua vida de serviço o que significa elevar os outros acima de nós mesmos. Quem poderia exemplificar melhor a humildade voluntária do que o próprio Deus, que deixou sua habitação celestial para servir e mesmo morrer pelos homens pecadores? (Esta é a essência do apelo irresistível de Paulo em Filipenses 2:3-8).
 
Dois exemplos mostram claramente como Jesus ressaltava a humildade para seus apóstolos. O primeiro está em Mateus 18:1-4. Os apóstolos freqüentemente disputavam entre si sobre a grandeza. Dois deles uma vez foram tão ousados a ponto de pedir que fossem colocados acima de seus colegas no reino. Jesus respondeu à atitude deles chamando uma criança. Enquanto estes homens crescidos olhavam, Jesus começou a pregar um sermão memorável: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus" (Mateus 18:3-4).
 
O segundo exemplo, ainda mais tocante, é registrado em João 13:1-17. Quando se preparavam para partilhar a refeição da Páscoa, Jesus aproveitou o momento para ensinar uma lição necessária. Os apóstolos jamais esqueceriam esta noite, e Jesus não perdeu a oportunidade para ensinar. Ele tomou uma toalha e  água e foi, de discípulo em discípulo, lavando seus pés. Isto era, por costume, serviço dos servos mais humildes, mas aqui o Criador do universo estava se humilhando diante de simples galileus. Quando terminou, ele voltou-se para os apóstolos e perguntou? "Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as praticardes" (João 13:12-17).
 
Não é de se admirar que outros homens inspirados falassem da importância da humildade. Tiago disse: "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós... Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tiago 4:6-10).
Como a arrogância impede a salvação


Podemos tirar algumas conclusões claras e importantes do ensinamento da Bíblia, mostrando o porquê a falta de humildade impede a salvação. Considere como o orgulho é absolutamente oposto às qualidades e comportamentos que Deus quer que demonstremos.
  • Sem humildade, não serviremos outros como deveríamos, porque aqueles que são arrogantes e egoístas querem ser servidos, e não servir.
  • Sem humildade, não seremos seguidores. Os orgulhosos querem ser chefes e cobiçam a posição e a influência de outros. Este foi o problema que Arão e Miriã tiveram em Números 12, e o mesmo pecado que custou as vidas de quase 15.000 pessoas, em Números 16.
  • Sem humildade não buscaremos realmente a verdade. O homem orgulhoso pensa que já conhece as respostas, e não quer depender de quem quer que seja, nem mesmo do próprio Deus. A arrogância também impede nosso entendimento da verdade. Se não queremos admitir a necessidade de mudança, ou não queremos aceitar o fato que alguma outra pessoa sabe mais do que nós, nosso orgulho será um bloqueio fatal para o estudo eficaz da Bíblia.
  • Sem humildade, não reconheceremos nossos próprios defeitos. Somos até capazes de enganar nossos próprios corações para não vermos nosso próprio pecado. Saul fez isto quando defendeu sua desobediência na batalha contra os amalequitas. Ele argumentou que tinha obedecido o Senhor e que o povo tinha errado (1 Samuel 15:20-21). Deus não aceitou esta desculpa esfarrapada, e não aceita a nossa.
  • Um outro problema relacionado com a arrogância é a dificuldade em aceitar a correção. Provérbios 15:31-33 mostra a conseqüência de tal orgulho: "Os ouvidos que atendem à repreensão salutar no meio dos sábios têm a sua morada. O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento. O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra." Provérbios 12:1 é mais direto: "Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido."
  • O outro lado deste problema é que a pessoa arrogante também não perdoa o erro dos outros. O orgulho é inerentemente egoísta, e nos torna facilmente ofendidos e lentos a perdoar. Isto cria uma tremenda barreira para a salvação. Jesus ensinou claramente que a pessoa que não perdoa não será perdoada por Deus (Mateus 6:12,14-15).
A última linha é muito clara. Se não aprendemos como ser humildes, não entraremos no céu. Deus rejeita os orgulhosos e exalta os humildes (Tiago 4:6,10).
 
Como desenvolver a humildade


Uma vez que a humildade é obviamente essencial à nossa salvação, deveremos estar preocupados em acrescentar esta qualidade a nossas vidas. Aqui estão umas poucas sugestões simples que nos ajudarão:
ŒDevemos procurar o melhor nos outros, e buscar servir os outros como Jesus fez (Romanos 12:10; Efésios 4:2-3; Filipenses 2:3-4).
Não devemos pensar que somos importantes (Lucas 17:10). Cada um deve usar sua capacidade, porém não devemos pensar que somos melhores do que outros (Romanos 12:3-8).
Ž  Não devemos esperar que outros nos humilhem. A chave da obediência é nossa humildade voluntária (Tiago 4:10), não a humilhação forçada.
Sempre que estivermos tentados a pensar que somos grandes e importantes, devemos parar para contemplar a grandeza e a majestade de Deus. Comparados com o Criador e Sustentador do Universo, somos débeis e insignificantes. O Salmo 8, especialmente nos versículos 3, 4 e 10, nos faz descer ao nosso tamanho rapidamente!
"Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tiago 4:10).

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A Mente Carnal



"Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz" (Romanos 8:6).
Uma das maiores ameaças ao bem-estar de qualquer igreja local é a mentalidade carnal que seus membros podem ter. A mente carnal é a "morte"; é "inimizade contra Deus"; "não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar"; "não pode agradar a Deus" (Romanos 8:6-8).  Que contradição uma igreja alegar ser "de Cristo" quando as pessoas que a compõem têm a mente carnal que não pode agradar a Deus!


A mente carnal pode ser mais bem entendida se a compararmos à mente do Espírito. Aquele que tem a mente espiritual tem consciência de Deus. E sempre vivendo dessa forma, ele enxerga a Deus como um companheiro constante; alguém que observa cada palavra, ato e pensamento; o doador de toda boa dádiva; aquele que o protege de dia e de noite o guarda. Ele "anda com Deus"; agradece a Deus; louva a Deus; confia em Deus; vê em Deus a fonte da força; ele "pensa" em Deus ­ e faz tudo isso diariamente. Em contrapartida, a pessoa de mente carnal tem os pensamentos voltados sobretudo para as coisas deste mundo, fazendo delas o maior interesse de sua vida. Ela pensa em carros, roupas, barcos, esportes, aparelhos de som, videocassetes, venda de ações, viagens e aposentadoria antes do tempo. A pessoa de mente espiritual fixa sua mente nas coisas de cima, ao passo que a de mente carnal a põe nas coisas da terra (Colossenses 3:2).

A pessoa que tem a mente espiritual realmente ama a leitura das Escrituras e a adoração de Deus. Diante da opção de participar de um estudo bíblico em que estaria cercado de pessoas que pertencem a Deus e da opção de ir a um lugar de divertimento, em que estaria rodeado de gente mundana, sua preferência seria o estudo. A pessoa de mente carnal, por outro lado, vai ao culto, mas o faz ou por hábito ou simplesmente para atender às exigências. Acha pouco prazer na lei do Senhor ou em adorá-lo.

A pessoa de mente espiritual olha em direção ao céu e anseia estar lá. Alegra-se nesta vida, mas a antecipação de ver a Deus e o seu Senhor Jesus freqüentemente toma conta da sua mente e a estimula. À medida que envelhece e o homem exterior mostra cada vez mais os sinais da degradação, seu homem interior encontra o renovo diário por meio da fé aumentada e do desejo em relação àquilo que não se vê.  Para o homem de mente carnal, em contraposição, a velhice é uma ameaça; ele busca inutilmente agarrar-se a sua mocidade; raramente pensa no céu, mas praticamente entra em pânico ao ver que quanto mais ele tenta segurar com tenacidade esta vida, mais ela lhe escapa das mãos, passo a passo.


A mente carnal é Ananias e Safira, tramando para conseguir o louvor dos homens em cima de uma mentira. A mente carnal é Diótrofes, amando a preeminência e governando com uma atitude de "ou você se submeta ou saia da minha frente". A mente carnal são os falsos mestres de Corinto, obtendo o controle por meio da arrogância, das falsas comparações, das representações enganosas e da escravidão de seus seguidores. A mente carnal são os próprios coríntios, gloriando-se na sabedoria humana e demonstrando inveja, contendas e divisões. A mente carnal são aqueles a quem Paulo escreveu: "Pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus" (Filipenses 2:21). A mente carnal é qualquer pessoa que vive para este mundo e para a aprovação dos homens, em vez de viver para o céu e para a aprovação de Deus.

Portanto, não precisamos ser imorais, obviamente, para termos a mente carnal; tampouco precisamos deixar de ir aos cultos ou de contribuir como nosso dinheiro. Podemos ir a todo culto da igreja, levar uma vida de boa moral, dar com liberalidade e ainda assim termos a mente carnal. Podemos até ser nomeados presbíteros ­ presbíteros de mente carnal, nomeados para aquela função por uma congregação de mente carnal que fica cada vez mais carnal debaixo da influência de seus pregadores e de seus presbíteros de mente carnal. Você acha isso exagerado. Não há gente de mente mais carnal nas Escrituras que os fariseus religiosos, que estavam cegos, sem poder enxergar a sua mentalidade carnal, porque buscavam atender minuciosamente aos aspectos externos. Conhecemos poucos na igreja do Senhor que não correm o risco sério de morte por causa desse mesmo erro.


O remédio do Espírito para a mente carnal é: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2). Renovação da mente! Transformação!  Metamorfose! Livrar a mente das disposições e dos interesses carnais, enchendo-a com as disposições e os interesses espirituais! Essa é outra forma de dizer: "Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo" (Colossenses 3:16).  Não é tarde demais.  Deixe que ele te molde.  A felicidade eterna está em jogo.


Autor: Bill Hall

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Como Ouvir o Espírito Santo

1. Quem é o Espírito Santo?


1.1. Ele é o consolador – Jo. 16.7. Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for o Consolador não virá a vós; mas, se eu for enviar-vo-lo-ei.

1.2. Ele é Deus – At. 5.3-4 Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.


1.3. é uma pessoa porque pensa – Rm. 8.27 E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.

1.4 é uma pessoa porque tem vontade – I Co. 12.11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
 
1.5 é uma pessoa porque fala – At. 13.1-3 Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.

Todas essas coisas são características de uma pessoa. O Espírito é uma pessoa divina.


2. Nomes do Espírito Santo

2.1. Espírito Santo – Rm. 14.17 porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

2.2. Espírito de Deus – Gn. 41.38 E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus; I Jo. 4.2 Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;

2.3. Espírito do Senhor – I SM. 10.6 E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles e te mudarás em outro homem.

2.4. Espírito de Cristo – I Ped. 1.11 indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir.


2.5. Espírito do Senhor Jeová – Is. 61.1 O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos.


3. Cuidados que devemos tomar em relação ao Espírito Santo

3.1. Cuidado para não entristecê-lo – Ef. 4.30 E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.

3.2. Cuidado para não resisti-lo – At. 7.51 Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim, vós sois como vossos pais.

3.3. Cuidado para não extingui-lo – I Ts. 5.19 Não extingais o Espírito.

3.4. Cuidado para não se tornar seu inimigo. – Is. 63.10 Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo; pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles.

3.5. Andar conforme sua santidade- Gl5. 16, 25 Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.


3.6. Cuidado para não ter o Espírito Santo retirado  SL 51.11 Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo.


4. Nossa dependência para com o Espírito Santo

4.1. Dependemos dele para orar – Rm. 8.26. E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis; Jd. 20 Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,

4.2. Dependemos dele para pregar – At. 1.8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da ter

4.3. Dependemos dele em tudo – Jo. 14.26 Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.


4.4. 1° Co 12.7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Para edificação da igreja. Jamais para exaltação pessoal.


5. Todo crente precisa deixar o Espírito operar

5.1. Na sua vida – produzindo transformação - I SM 10.6 E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles e te mudarás em outro homem.

5.2. Pela sua vidadando fortalecimento espiritual – Ef. 3.16 para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior.

5.3. Através da sua vida – capacitando-o para o trabalho do Senhor – I Ts. 1.5 porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.


5.4 ouvir o que diz o Espírito Santo 1° TM 4.1 Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios.


6. A Liderança do Espírito Santo

6.1 - Ele controla o crente – At. 10.19,20 E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três varões te buscam. Levanta-te, pois, e desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei.

6.2 - Ele guia o crente – Jo. 16.13 Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.

6.3 - Ele escolhe o campo de operação – At. 16.6 E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.

6.4 - Ele orienta o crente – At. 8.29 E disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro.


6.5- Ele nos faz lembrar as coisas importantes LC 12.11-12. E, quando vos conduzirem às sinagogas, aos magistrados e potestades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer. Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar.

6.6 Às vezes nos leva para sermos provados Mt4. 1 Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.


7. As obras do Espírito Santo

7.1. Ele opera o novo nascimento – Jo. 3.5-8 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
 
7.2. Ele regenera o pecador – Tt. 3.5,7 não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo. Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.


7.3. Ele Santifica o crente – Rm. 15.16 que eu seja ministro de Jesus Cristo entre os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo.

7.4. Ele convence o homem de seus pecados – Jo. 16.8 E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo:


8. Os atributos do Espírito Santo

8.1. Eternidade – Hb. 9.14 quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

8.2. Onipresença – Sl. 139.7-10 Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também; se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, 10até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.

8.3. Onipotência – Lc. 1.35. E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

8.4. Onisciência – I Co. 2.10 Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.


9. Os simbolos do Espírito Santo

9.1 – FOGO (Lc. 3.16) respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias; este vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.

O fogo, como símbolo do Espírito representa a purificação e fala de sua grande força em relação às diversas maneiras de sua operação em corrigir os defeitos da nossa natureza decaída.

Vejamos a finalidade do Fogo:


9.1.1. O FOGO CONSOME

O fogo consome o que é combustível – “madeira, palha, e feno” (I Co. 3.13-15) a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo. Isso fala de material espúrio, usado para fazer a obra de Deus, é o trabalho feito com aquilo que é falso, o Espírito é contra tudo aquilo que é falso, tudo aquilo que não é feito para glória de Deus.

9.1.2. O FOGO LIMPA

Somente o fogo tem o poder de tirar a escória de diferentes metais. O fogo é, portanto, símbolo do poder purificador do Espírito. Aquilo que não pode ser definido e expurgado pela santidade do Espírito é destruído pelo fogo (Is. 6.1-7) Mas um dos serafins voou para mim trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; 7e com ela tocou a minha boca e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e purificado o teu pecado.


9.1.3. O FOGO DERRETE

Há materiais que se derretem em contato com o fogo, como a cera e outros. O fogo do Espírito derrete os corações endurecidos. – cf. At. 2.37-39 Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos varões irmãos? E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.

9.1.4. O FOGO ENDURECE

Praticamente o mesmo fogo que amolece a cera endurece o barro. O ferreiro leva o aço ao fogo para amolecer e para torná-lo mais duro. O Espírito torna o crente mais brando e também mais resistente contra as adversidades que terá pela frente – cf. At. 20.23,24 senão o que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações. Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do Evangelho da Graça de Deus.


9.1.5. O FOGO AQUECE

O Espírito, qual fogo, torna a nossa alma abrasada por uma ardente paixão e zelo por Deus e seu serviço – cf. Lc. 24.32,33

POMBA

“ Vi o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo sobre Ele” – cf. MT. 3.16, A pomba é simples – MT. 10.16 b; o Espírito também é simples, tal simplicidade ilustra a sua beleza e delicadeza. O crente guiado pelo Espírito tem a simplicidade das pombas, não procura salienta sua pessoa ou suas habilidades, porém dá toda honra e glória a Deus que tudo nos dar.


10. Vento

• Jesus disse: O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem e nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito (Jo. 3.8).

• Os hebreus não indicavam com rigor a direção dos ventos, como hoje se faz; contudo reconheciam quatro ventos: o do oriente, o do ocidente, o do norte e do sul – (Jr.49.36; Ez. 37.9; Ap.7.1).

• A Bíblia diz que o Espírito veio dos 4 ventos e soprou sobre os ossos secos e eles reviveram – cf. Ez. 37.9,10.

• Pelo sopro do Espírito Santo o pecador se convence do seu pecado e aceita Cristo como Salvador, e o crente vence o pecado e se aproxima de Deus.

• O vento é o ar em movimento, na criação o Espírito se movia sobre a face das águas – cf. Gn. 1.2;

• o Espírito Santo movimenta a igreja através de seu sopro de poder – cf. At.4.31.

• Outra coisa pode constatar no vento, é que o mesmo sopra em todas as direções.

• Da mesma forma o Espírito age de muitas maneiras. No dia de pentecostes o Espírito veio sobre os discípulos como um vento impetuoso – cf. At.2.2


11. Sêlo

• O selo testifica um direito de propriedade ou a autenticidade de um documento.

• Entre os hebreus, na compra e venda de casas ou campos, era exigido o selo no translado da propriedade.

• O simples selo do comprador num documento garantia-lhe posse da propriedade – cf. Jr.32.8-15,44;
• selar significa dar segurança.

• O ato de colocar o selo somente poderia ser realizado pelo dono do objeto ou da propriedade, a fim de dar-lhe segurança.

• A Bíblia diz que nós somos propriedades de Deus, por isso Ele mesmo nos selou com o seu Espírito para o dia da redenção – cf. Ef. 1.13; II Co. 1.22.

• O selo também servia para tornar conhecido ou identificado aquilo que era selado.

• As Escrituras diz que Deus conhece os que são seus, porque sobre estes há o selo do seu Espírito – cf. II Tm. 2.19


12. Óleo

• O óleo era usado entre os antigos hebreus, era em geral fabricada dos frutos das oliveiras, que amadurecem no outono.

• Era o mesmo azeite usado para ungir a tenda da congregação, os objetos sagrados e os sacerdotes para realizarem o seu serviço.

• Com esta unção eram considerados santificados – Êx. 30.25-30.

• Nas Escrituras, o óleo aparece com um dos símbolos do Espírito Santo – cf. Zc. 4.2-6.

• e nos fala de unção. Jesus foi ungido pelo Espírito Santo – cf. Is. 6.1; Lc. 4.18, o crente em Jesus tem a unção do Santo e sabe todas as coisas – cf. I Jo. 2.20.


13. Aplicação simbólica do óleo (azeite)

a) Azeite na orelha (Lv. 14.17) – preparo para ouvir a voz de Deus. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap.2.17). “Fala Senhor que o teu servo ouve”.

b) Azeite na mão (Lv. 14.17) – habilitação para o trabalho do Senhor. “Não é por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos – cf.”. Zc. 4.6.

c) Azeite no pé (Lv. 14.17) – Fala de um andar santo. Andai no Espírito e não cumprireis a vontade da carne – cf Gl. 5.16.

d) Azeite no rosto (Sl 104.15) – Brilho da presença de Deus e alegria espiritual que desfruta o crente em Cristo. “Com o rosto desvendado”... Somos transformados de glória em glória... Pelo Espírito “- cf. 2 Co”. 3.18.


e) Azeite em outras vasilhas (2RS 4.4-6) – bênçãos para outras pessoas – Rm. 1.16; 5.5; I Jo. 3.16.

f) Azeite nas feridas (Lc. 10.34) – símbolo de restauração pelo Espírito Santo do Senhor – cf. Lc. 4.18

• Vale a pena lembrar que era extremamente proibido fabricar outro óleo com a mesma composição (Êx. 30.33). Ninguém pode imitar o Espírito Santo.

• Da mesma forma era proibido usar o óleo para fins alheios ao serviço sagrado (Êx. 30.25-31).

• O Espírito Santo opera exclusivamente para a glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pois o seu ministério aqui é esse, o de glorificar a Cristo.


10 coisas que o Espirito Santo faz

1° ele intercede pela igreja (RM 8.27) E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.

“2° O ESPÍRITO SANTO penetra todas as coisas” (1° Co 2.10) Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.

3° O ESPÍRITO SANTO pode ser entristecido ou ofendido magoado, desgostado: (Efésios 4.30.) E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.

4° O ESPÍRITO SANTO Ele reparte dons "a cada um como quer" (1° Co 12.11) Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.


5° O ESPÍRITO SANTO nos da força (jz 6.5-6) Desceu, pois, Sansão com seu pai e com sua mãe a Timna; e, chegando às vinhas de Timna, eis que um filho de leão, bramando, lhe saiu ao encontro. Então, o Espírito do Senhor se apossou dele tão possantemente, que o fendeu de alto a baixo, como quem fende um cabrito, sem ter nada na sua mão; porém nem a seu pai nem a sua mãe deu, a saber, o que tinha feito. (MQ 3.8) parte a Mas, decerto, eu sou cheio da força do Espírito do Senhor e cheio de juízo e de ânimo, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado.

6° O ESPÍRITO SANTO nos transforma (1° SM 10.6,10) E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles e te mudarás em outro homem. E, chegando eles ao outeiro, eis que um rancho de profetas lhes saiu ao encontro; e o Espírito de Deus se apoderou dele, e profetizou no meio deles.

7° O ESPÍRITO SANTO nos dá ousadia para falar do amor de Deus (AT 4.31) E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.

8° (At 9.31) cinco grandes obras do ESPÍRITO SANTO Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia, e Samaria tinham Paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo.


9° O ESPÍRITO SANTO não anula nossa mente nossa razão (AT 14.13-15) Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.

10° O ESPÍRITO SANTO nos guia com a verdade (João 16.13) Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
 
|  Autor: Pr Sidnei Alves da Silva

quinta-feira, 20 de março de 2014

O Preço da liderança espiritual


Texto: II Timóteo capitulo 2

Introdução: Vivemos num tempo onde a sociedade está carente de verdadeiros referencias, por isso, temos que ser líderes dispostos a pagar o preço do ministério a fim de fazer a diferença nesta geração.

I) PARA FAZER A DIFERENÇA COMO UM LÍDER APROVADO, HÁ UM PREÇO A SER PAGO - SOFRIMENTO (2TM. 2:3). Ministério é uma chamada para o sofrimento.

II) SAIBA A QUEM VOCÊ DEVE AGRADAR NO EXERCÍCIO DE SUA LIDERANÇA. Quem o alistou? Satisfaça a ele, Cristo (2 Tm. 2:4)

III) NÃO BASTA CHEGAR NA FRENTE; É PRECISO SEGUIR AS NORMAS PRÉ ESTABELECIDAS PARA SER COROADO. Não seja desonesto, porque estes não recebem o prêmio (2Tm. 2:5).

IV) O SUCESSO NO EXERCÍCIO DA LIDERANÇA, SEMPRE FOI, E SERÁ, O RESULTADO DE MUITO TRABALHO. Sem trabalho não há colheita digna de festa (2Tm.2:6).

V) PROCURE SER APROVADO NO QUE VOCÊ FAZ PARA DEUS. Não adianta ser aprovados pelos homens e reprovado por Deus (2Tm.2:15).

VI) NÃO PERCA TEMPO COM AQUILO QUE NÃO VALE A PENA (2TM. 2:16).
VII) NÃO BASTA VOCÊ SER UM VASO, SEJA UM VASO DE HONRA NA GRANDE CASA (2TM.2:20,21).

VIII) NUNCA BRINQUE COM AQUILO QUE PODE DESTRUIR O SEU PROJETO DE VIDA; SE FOR NECESSÁRIO, FUJA DELE (2TM. 2:22).

segunda-feira, 10 de março de 2014

CONHECENDO A BIBLIA

I- BÍBLIOLOGIA. Este é um assunto de grande importância, que nos leva a conhecer e entender as escrituras sagradas, nestes últimos dias satanás tem feito de tudo para distorcer, e  enganar, ele usar até mesmo os meios de comunicação como uma das maiores ferramentas para negar a realidade que nela está escrita e fará de tudo para apagar do coração de muitos crentes a palavra de Deus. Reforçando este comentário no Salmo 119.11 o Salmista diz para Deus “escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti. “Aproveite”, não perca tempo se esforce e se dedique a palavra de Deus.


 II- INTRODUÇÃO:

A Bíblia tem superado, a mais de 20 séculos, inúmeras investidas, de certos tiranos e opositores. Ela tem sido o livro mais lido no mundo, a doutrina bíblica reside no fato de precisarmos ser auxiliados para uma boa percepção dos acontecimentos bíblicos. Embora Deus seja o autor da Bíblia, ele usou homens santos, e inspirado-os a escreverem o que os homens precisavam saber. A Bíblia tem resposta para tudo o que o homem precisa saber sobre Deus, anjos, a origem e o destino do homem; a origem do pecado e suas conseqüências; a realidade da salvação; a divindade do Espírito Santo e sua atuação; a existência da igreja etc. é dever do verdadeiro cristão, não só SABER, mas, ENTENDER e mais ainda, CONHECER a doutrina das escrituras.


III- QUAL A ORIGEM DO VOCÁBULO “BIBLIA”

Em parte alguma da Bíblia encontraremos o nome “Bíblia”. É um termo de origem grega, que é derivado do nome que os gregos davam á folha de papiro quando preparada para a escritura. O nome dado era “Bíblos”; Um rolo já preparado era denominado “bíblion”; quando juntavam vários “bíblions, então chamavam de “Bíblia”. Portanto literalmente a palavra Bíblia quer dizer “coleção de livros pequenos”.


IV- NOMES E TÍTULOS DADO A BÍBLIA

1.  No Antigo Testamento:

Ø O LIVRO” – Um dos títulos mais singelos e objetivos. A partir de Moisés, a vida religiosa dos judeus foi organizada. Toda a vida do povo foi orientada por leis e ordenanças escrita num “livro” para memória e obediência, (Êx 17.14; Dt 28.58; 29.20,27). Ás vezes aparece como o “livro do concerto” (Êx 24.7); o “livro da lei” (Dt 28.61; 29.21; Is 1.8; 23.6; 1 Rs 22.8); o “Rolo do livro” (Sl 40.7); “as palavras do livro” (Is 29.18); “livro do Senhor” (Is 34.16); “Os livros” (Dn 9.2).

Ø ESCRITURAS- O termo “escrituras” não é meramente um titulo dado a bíblia, mas refere-se ”ao que está escrito”, ao que está na bíblia (Êx 32.16; Dn 10.21).

Ø PALAVRA DO SENHOR ou PALAVRA DE DEUS- 1são títulos bem conhecidos e aparecem em varias partes da bíblia, sempre fererindo-se ao que Deus falou (Jr 2.31; 22.29).

Ø A LEI DO SENHOR ou A LEI-designação feita especialmente para referi-se á “LEI” dada ao povo de Israel através de Moisés (Js 1.7,8; 24.25,26; Sl 1.1-3; 1 Rs 2.3; 2 Cr 34.14-21; Ne 8.3,4,18).

2.  No Novo Testamento:

Ø A LEI E OS PROFETAS- esse titulo é citado no Novo Testamento em referência ao Antigo Testamento (Mt 7.12; 5.17-19; Lc24. 44; Jo 12.34).


V- A ORIGEM DA BIBLIA

Antes de haver a revelação divina escrita, Deus revela-se verbalmente. Desde Adão até Moisés, passaram-se 2.500 anos aproximadamente. A revelação verbal de Deus foi transmitida inicialmente por Adão, que viveu 930 anos, e este passou as gerações seguintes até chegar a Moisés. Não há evidência de que houvesse alguma revelação escrita antes de Moisés, por isto Deus lhe ordenou: “Escreve isto para memorial num livro” (Êx 17.14).

Escritores da Bíblia. A bíblia foi escrita num período de 1.600 anos aproximadamente por 40 autores distintos. Esses não formaram uma comissão especial para produzirem juntos uma bíblia. Pelo contrario a maioria dos autores nem ao menos se conheceu e nem planejou formar uma coleção de 66 livros, que mais tarde foi denominada bíblia. Um fato interessante acerca dos autores da bíblia é a diferença de cultura entre eles. Moisés, Lucas e Paulo eram homens cultos. Porem outros foram reis, pastores de ovelhas, fazendeiros, médicos, copeiros. Soldados, lavradores e viveram em épocas distantes uns dos outros, em ambientes variados. Porem há algo que se destaca em tudo isso. Deus fez uso desses homens distintos entre si, para entregarem ao mundo uma só revelação.


VI- AS LIGUAS DE ESCRITA DA BIBLIA

A bíblia, por ser um livro de procedência israelita, foi escrita nas línguas faladas pelo povo israelita. Devido á sua história acidentada pelas guerras, exílios e submissões aos domínios de outros povos, o povo judeu, sem perder suas características essenciais, sofreu enormes mudanças no seu sistema de vida política e religiosa. As línguas originais da bíblia são ohebraico e o grego, com algumas partes, no Antigo Testamento, escritas em aramaico.


VII- MATERIAIS DE ESCRITA DA BIBLIA

Principais materiais de escrita

Ø  PAPIRO - É o nome de uma planta aquática própria das margens alagadiças do rio Nilo, na África, especialmente, no Egito. Os antigos egípcios utilizavam o material dessa planta, entre outras coisas, para a fabricação de uma espécie de papel.

Ø  PERGAMINHO - esse material foi usado pelos egípcios e pelos babilônicos. Era feito de peles curtidas e amaciadas de cabras, ovelhas e de bezerros. Os pergaminhos eram preparados de tal modo que podiam resistir muito mais que o papiro. Paulo usou pergaminhos para escrever suas cartas (2 Tm 4.13).

Ø  A TINTA – era feita de carvão vegetal, goma e água.


VIII- AS SEÇÕES DA BÍBLIA

Os dois Testamentos. Duas partes formam a estrutura da Bíblia: O Antigo Testamento com 39 livros e o Novo Testamento com 27 livros. Há um entrelaçamento entre os Testamentos que os tornam inseparáveis. Há mais de mil citações do Antigo Testamento no Novo Testamento.

a.     O Antigo Testamento. É dividido Em cinco grupos, Vejamos:

Livros do Antigo Testamento

1º - A Lei (Torá ou Pentateuco) - 5 livros
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.


2º - Livros Históricos - 12 livros
Josué, Juízes, Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis,
 I Crônicas, II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester.

3º - Livros Poéticos - 5 livros
 Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares de Salomão.

       Profetas
4º - Maiores – 5 livros
 Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel.

5º - Menores – 12 livros
 Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

a.     O Novo Testamento. É dividido Em quatro grupos de assuntos, vejamos:

Livros do Novo Testamento

1º Evangelhos - 4 livros
Mateus, Marcos, Lucas, João.

2º Livro Histórico – 1 livro
Atos dos Apóstolos

3º Cartas (Epístolas) – 21 livros
Romanos, I Coríntios, II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I Tessalonicenses, II Tessalonicenses, I Timóteo, II Timóteo, Tito, Filemon, Hebreus, Tiago, I Pedro, II Pedro, I João, II João, III João, Judas.

4º Livro Profético – 1 livro
Apocalipse (Revelação)


IX- LIVROS APÓCRIFOS

A palavra “apócrifo” significa literalmente “escondido”“oculto” isto em referência a livros que tratavam de coisas secretas, misteriosas, ocultas. No sentido religioso, o termo significa “não genuíno”, desde sua copilação por Jerônimo. Os apócrifos foram escritos entre Malaquias e Mateus, ou seja, numa época em que cessara por completo a revelação divina.

Os 7 livros apócrifos constantes das bíblias de edição católica – romana são: 1 Esdras, Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, 1 Macabeu e 2 Macabeu.

A igreja romana aprovou os apócrifos em 18 de abril de 1546, para combater o movimento da reforma protestante. O cardeal Pallavacini, em sua “história eclesiástica”, declara em pleno concílio, 40 bispos, dos 49 presentes, travavam uma batalha corporal, agarrados ás barbas e batinas uns dos outros... Foi nesse ambiente “espiritual” que os apócrifos foram aprovados! A primeira edição da Bíblia Romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII. Há informação de que existem uns 50 “evangelhos” alem de muitos “atos” e “epístolas” a grande parte desses escritos fez a igreja primitiva ver quanto era importante distinguir entre o falso e o verdadeiro.


XPRINCIPIOS PARA O RECONHECIMENTO DA CANONIDADE DE UM LIVRO

Como alguém poderia reconhecer um livro inspirado só por vê-lo? Era árdua a tarefa da comunidade cristã, chegara uma conclusão sobre quais livros seriam realmente de Deus, quando, inúmeros livros circulavam entre eles. Por representarem ameaça constante, fez-se necessário que o povo de Deus revisse cuidadosamente sua coleção de livros sagrados. Pelo menos cinco critérios básicos foram aplicados.

a.     O livro é autorizado? - afirma vir da parte de Deus?
b.     O livro é profético? – foi escrito por um servo de Deus?
c.     O livro é digno de confiança? – fala da verdade a cerca de Deus, do homem e etc.
d.     O livro é dinâmico? – possui o poder de Deus que transforma vidas?
e.  O livro é aceito pelo povo de Deus para o qual foi originalmente escrito?- é reconhecido como proveniente de Deus.  


XI- O CÂNON DA BÍBLIA

Quando dizemos Cânon ou escrituras canônicas, queremos dizer ou falar da coleção completa dos livros divinamente inspirados, que constituem a Bíblia Sagrada. Cânon é a palavra grega e significa, literalmente, “vara reta de medir”, encontramos o termo no original, em Ezequiel 40.5. No sentido religioso, é aquilo que serve de norma, regra. No Novo Testamento, com este sentido, encontramos a palavra Cânon, em vários lugares. Por exemplo: Gl6. 16; 2 Co 10.13; 1 Co 10.15; Fl 3.16. 


XII- A MENSAGEN DA BÍBLIA

1.     A presenta Deus como criador e Senhor de tudo. (Gn 1.1; Sl 95.6; 104.30; Is40. 26; Ef 3.9; Ap 10.6). De fato, a Bíblia é a real revelação de Deus. É o testemunho do que fez, faz e fará, e ao mesmo tempo, é a revelação da verdade de que toda criação está sujeita a ele e depende dele. Ele dirige todas as coisas com o fim de que tudo seja para sua glória. 

2.     Apresenta o problema do pecado. A Bíblia é a única fonte que revela a verdade sobre o pecado e seu caráter maligno. A Bíblia não alivia, nem filosofa sobre o pecado, mas o trata com clareza (Rm 1.18-23; 3.23; 5.12).

3. Apresenta um plano de salvação. As religiões tentam salvar o homem pelos seus próprios méritos; porém a salvação só é possível a traves da solução apresentada pela Bíblia. (At 4.12; Lc 10.19; 1 Jo 2.2).


XIII- ALGUNS FATOS INTERESANTES DA BÍ­BLIA

A Bíblia foi escrita originalmente em forma de rolos, sendo cada livro um rolo. Com a invenção do papel no século II, pelos chineses e a do prelo de tipos de móveis, em 1450, pelo alemão Gutemberg, foi possível ter em mãos todos os livros da Bíblia, o que antes era impossível, no tempo dos apóstolos, um crente conduzir os livro da Bíblia em sua totalidade. Os rolos chegavam a medir uns 10 metros de extensão, por 20 a 25 cm de largura. Hoje, por questões tradicionais, os rolos sagrados das escrituras hebraicas continuam em uso nas sinagogas judaicas.

As Bíblia mais antigas não eram divididas em capítulos e verciculos. O intuito das divisões foi pa facilitar a tarefa de citar as escrituras. No ano de 1227, um professor da Univercidade de paris e mais tarde arcebispo da Cantuária, Stephen (Estêvão) dividiu a Bíblia em capítuloss. Só em 1551, através de Robert, impressor parisiense, foi que a Bíblia teve a divisão em verciculos. Robert publicou a primeira bíblia (Vulgata Latina).

O AT tem 929 capítulos e 23.214 versículos. O NT tem 260 capítulos e 7.959 versículos. A Bíblia toda tem 1.189 capítulos e 31.173 versículos. O nú­mero de palavras e letras depende do idioma e da versão. O maior capítulo é o Salmo 119, e o menor o Salmo 117. O maior versículo está em Ester 8.9; o menor, em Êxodo 20.30. (Isso, nas versões portuguesas e com exceção da cha­mada "Tradução Brasileira", onde o menor é Lucas 20.30). Em certas línguas, o menor é João 11.35. Os livros de Ester e Cantares não contêm a palavra Deus, porém a presença de Deus é evidente nos fatos neles desenrolados, mormente em Ester. Há na Bíblia 8.000 menções de Deus sob vários nomes divinos, e 177 menções do Diabo, sob seus vários no­mes.
A vinda do Senhor é referida direta e indiretamente 1.845 vezes, sendo 1.527 no AT e 318 no NT. Jesus é o tema central da Bíblia. Ele mesmo no-lo de­clara em Lucas 24.44 e João 5.39. (Ler também Atos 3.18; 10.43; Apocalipse 22.16). Se olharmos de perto, veremos que, em tipos, figuras, símbolos e profecias, Ele ocupa o lu­gar central das Escrituras, isto além da sua manifestação como está registrada em todo o Novo Testamento.


Há outros casos assim na estrutura da Bíblia. Isso ja­mais poderia ser obra do acaso. A frase "não temas" ocorre 365 vezes em toda a Bíblia, o que dá uma para cada dia do ano! O capítulo 19 de 2 Reis é idêntico ao 37 de Isaías. O AT encerra citando a palavra "maldição"; o NT encerra citando a expressão: "a graça do Nosso Senhor Jesus Cris­to." A Bíblia foi o primeiro livro impresso no mundo após a invenção do prelo; isso deu-se em 1452, em Mogúncia, Ale­manha. O nome de Jesus consta do primeiro e do último versículos do NT. As traduções da Bíblia (toda ou em parte) até 1984, atingiram a 1796 línguas e dialetos. Restam ainda cerca de 1.000 línguas em que ela precisa ser traduzida. As Biblia hoje existem em diversas versões,as versões são resultante de atualizações de uma tradução. A tradução significa passar tudo o que foi escrito de um idioma para outro, tradução principal utilizada no Brasil, e a de João Ferreira de almeida.


XIV- ABREVIATURAS

      Em índices e citações bíblicas, é comum o uso de abreviaturas para se referir aos Textos. Um dos formatos convencionados segue o padrão abaixo:

·      O ponto ( ) separam o capítulo dos versos;
·      O hífen ( - ) indica uma faixa contínua de versos;
·      A vírgula ( , ) indica uma seqüência não contínua de versos;
·      O ponto-e-vírgula ( ; ) inicia um novo capítulo do mesmo livro ou não, se seguido de nova abreviação.

Gn 3.2-5 = Gênesis, capítulo 3, versículos 2 a 5.
Lv 1.3,6; 2:2-4 = Levítico, capítulo 1, versículos 3 e 6, capítulo 2, versículos 2 a 4.
Mt 1-12; Ap 2:1-7 = Mateus, capítulos 1 a 12, Apocalipse, capítulo 2, versículos 1 a 7.

Antigo Testamento
Gênesis
Gn
Eclesiastes
Ec
Êxodo
Ex
Cantares de Salomão
Ct
Levítico
Lv
Isaías
Is
Números
Nm
Jeremias
Jr
Deuteronômio
Dt
Lamentações
Lm
Josué
Js
Ezequiel
Ez
Juízes
Jz
Daniel           
Dn
Rute
Rt
Oséias
Os
I Samuel
I Sm
Joel
Jl
II Samuel
II Sm
Amós
Am
I Reis
I Rs
Obadias
Ob
II Reis
II Rs
Jonas
Jn
I Crônicas
I Cr
Miquéias
Mq
II Crônicas
II Cr
Naum
Na
Esdras
Ed
Habacuque
Hc
Neemias
Ne
Sofonias
Sf
Ester
Et
Ageu
Ag
Zacarias
Zc
Salmos
Sl
Malaquias
Ml
Provérbios
Pv


Novo Testamento
Mateus
Mt
I Timóteo
I Tm
Marcos
Mc
II Timóteo
II Tm
Lucas
Lc
Tito
Tt
João
Jo
Filemon
Fm
Atos dos Apóstolos
At
Hebreus
Hb
Romanos
Rm
Tiago
Tg
I Coríntios
I Co
I Pedro
I Pe
II Coríntios
II Co
II Pedro
II Pe
Gálatas
Gl
I João
I Jo
Efésios
Ef
II João
II Jo
Filipenses
Fp
III João
III Jo
Colossenses
Cl
Judas
Jd
I Tessalonicenses
I Ts
Apocalipse (Revelação)
Ap
II Tessalonicenses
II Ts




XV- COMO USAR A BÍBLIA NO DIA-A-DIA

1.     Leia a Bíblia diariamente. (Dt 17.19). Esta regra é excelente. Presume-se que 90% dos crentes não lêem a Bíblia diariamente: não é de admirar haver tantos crentes frios nas igrejas. Não somente frios mas anãos, raquíticos, mundanos, carnais, indiferentes. Sem crescimento espiri­tual, Deus não nos pode revelar suas verdades profundas (Mc 4.33; Jo 16.12; Hb 5.12). É de admirar haver pessoas na igreja que acham tempo para ler, ouvir e ver tudo, me­nos a Palavra de Deus. Motivo: Comem tanto outras coisas que perdem o apetite pelas coisas de Deus! É justo ler boas coisas, mas, é imprescindível tomar mais tempo com as Escrituras. Não basta assistir aos cultos, ouvir sermões e teste­munhos, assistir a estudos bíblicos, ler boas obras de lite­ratura cristã: é preciso a leitura bíblica individual, pes­soal. Há crentes que só comem espiritualmente quando lhes dão comida na boca: é a colher do pastor, do professor da Escola Dominical, etc. Se ninguém lhes der comida eles morrerão.

Você não deve usar a Bíblia só quando vai aos cultos, não de vemos limitar o uso dela somente a estes momentos, dessa forma o seu crescimento acontecerá lentamente o desejo de Deus é que você seja um adulto espiritual não uma criança 1 Co 13.11; 14.20 e Ef 4.5. Manuseie a Bíblia todos os dias, não basta tê-la uma vez, ou só aqueles textos soltos mais conhecidos como Sl 23 e 91, Jo 3.16 e 1 Co 13. A Bíblia não se resume neles.

2.     A memorização de versículos. O segundo passo que você deve dar para crescer espiritualmente é memorizar os textos bíblicos. Quando você memoriza os textos da bíblia, está guardando, escondendo e fazendo habitar em si a palavra de Deus. O que foi escrito na Bíblia, definitivamente, não foi para ficar só registrado em um livro. A leitura apenas lhe dar condições de se lembrar 15% do que leu, depois de 24 horas. Mas a memorização lhe permite lembrar 100%.

3.     O estudo. Outro passo que precisa dar para crescer espiritualmente é estudar a palavra de Deus. Estudar é mais do que ler cuidadosamente. Ler é mais rápido que estudar, mas estudar ajuda a pensar e a lembrar.

Devem acompanhar você no estudo da Bíblia os seguintes materiais:

a.     A Bíblia. Se possível use varias versões existentes em português, para consulta comparativa.

b.     Uma concordância Bíblica. Ajuda a localizar palavras, livro por livro da Bíblia.

c.      Chave Bíblica. Traz esboços dos livros da Bíblia e também introdução, autores, história e datas.

d.     Dicionário Bíblico. Para explicação de palavras e assuntos bíblicos.

e.     Dicionário de português. Para saber das palavras pouco conhecidas por você

f.       Manual de temas Bíblicos. Traz assuntos Para estudos mais aprofundados.

g.     Um caderno. Para anotações das observações, correlações, interpretações e aplicações do seu estudo.

4.     O momento de meditação. O ultimo passo lhe ajudará a crescer espiritualmente, é ter um momento de meditação na palavra de Deus. Leia Sl 1.1-3e medite. É preciso que você se dedique á meditação diariamente. Escolha um lugar especial a sós com Deu.


XVI- CONCLUSÃO

Cristo é a chave que revela o significado das escrituras( Lc 24.25-27; Jo 5.39,40; At 17.2,3; 2 Tm3.15).A revelação especial em Cristo e nas escritura é consistente, coerente e conclusiva. Encontramos Cristo atráves das escrituras, e estas nos revelam a vida eterna em Cristo. “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).


XVII- BIBLIOGRAFIA

Ø Revista DISCIPULADO 1 - MESTRE publicada pela CPAD (casa publicadora das assembléias de Deus)

Ø Apostilha BIBLIOLOGIA do curso de teologia aplicado pela ESTEADEB (Escola Teológica da Assembléia de Deus no Brasil) em Guamaré-RN

Ø Lição nº 1 A BÍBLIA SUA ESTRUTURA E MENSAGEM escrita pelo Ev. Osório Jacome

Ø A Bíblia através dos Séculos - Antonio Gilberto 15a Edição 2004

ØImagem da biblía: lyvrearbitrio.blogspot.com